Em menos de 24 horas após a retomada dos atendimentos, o Hospital Estadual Materno-Infantil de Ananindeua Anita Gerosa registrou o primeiro nascimento desde sua reabertura. A unidade voltou a funcionar na quinta-feira (2) e, na madrugada da sexta-feira (3), ocorreu o parto da recém-nascida Ayla Vitória Pereira da Silva.
O bebê nasceu em boas condições de saúde, apresentou resposta imediata ao aleitamento materno e não houve intercorrências clínicas. A mãe, Camila Maciel, de 21 anos, profissional autônoma residente em Marituba, relatou ter recebido assistência integral durante o trabalho de parto. Segundo ela, o suporte da equipe multiprofissional contribuiu para a redução da ansiedade característica do primeiro parto e garantiu um atendimento seguro.
A reativação da unidade ocorre após período de descontinuidade dos serviços, com a retomada sob gestão estadual. A maternidade passa a integrar a rede pública de atenção materno-infantil, com foco em assistência especializada e humanizada.
Para acompanhar o início das atividades, a governadora do Pará, Hana Ghassan, e o secretário de Estado de Saúde Pública, Ualame Machado, realizaram visita técnica à unidade. Durante a agenda, foram avaliados os fluxos assistenciais e a estrutura disponível. A gestão estadual destacou a ampliação da rede materno-infantil, com previsão de entrega de novas unidades hospitalares até o fim do ano.
O hospital dispõe de estrutura voltada ao atendimento de gestantes de alto risco, puérperas no período de até 42 dias após o parto e recém-nascidos com até 28 dias de vida. A unidade conta com leitos clínicos e de terapia intensiva, incluindo suporte adulto e neonatal, além de funcionamento ininterrupto para urgência e emergência obstétrica de média e alta complexidade.
De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde Pública, a nova fase da maternidade incorpora equipamentos atualizados e protocolos assistenciais baseados em boas práticas obstétricas. O atendimento é realizado por equipe especializada, com experiência consolidada na área materno-infantil.
O parto foi conduzido por enfermeira obstétrica, dentro de diretrizes de humanização, priorizando a segurança clínica e o protagonismo da paciente. Após o nascimento, a puérpera optou pela inserção de dispositivo intrauterino (DIU) de cobre, método contraceptivo de longa duração ofertado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), como parte das ações de planejamento reprodutivo.
O Hospital Estadual Materno-Infantil Anita Gerosa inicia, assim, uma nova etapa de funcionamento, com capacidade instalada de 62 leitos, incluindo unidades de terapia intensiva adulto e neonatal, e atuação voltada ao fortalecimento da assistência materno-infantil no estado.


