InícioParáMPF cobra ações urgentes para garantir direitos de indígenas Warao em Marabá

MPF cobra ações urgentes para garantir direitos de indígenas Warao em Marabá

Órgão federal exige resposta de autoridades em até 15 dias

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O Ministério Público Federal (MPF) cobrou medidas emergenciais de órgãos públicos das esferas federal, estadual e municipal para garantir os direitos humanos das 14 famílias indígenas da etnia Warao que vivem em condições degradantes em Marabá, no sudeste do Pará. A atuação do MPF foi motivada por uma inspeção realizada na Escola Magalhães Barata, onde funciona de forma improvisada o abrigo das famílias, revelando uma série de violações à dignidade humana.

Divulgação/ MPF-PA

“Há evidente desrespeito ao princípio fundamental da dignidade humana e omissão do poder público”, afirmou a procuradora da República Gabriela Puggi Aguiar após a visita ao local.

Atualmente, 74 indígenas — incluindo 46 crianças — vivem na escola desativada, onde foram encontradas graves precariedades, como:

  • esgoto a céu aberto próximo às áreas de refeição;
  • apenas dois banheiros em mau estado, com entupimentos e vazamentos;
  •  cozinha improvisada ao lado do esgoto;
  •  ausência de água potável, com fornecimento de água de coloração avermelhada pela Cosanpa;
  • salas de aula transformadas em dormitórios compartilhados por duas famílias, sem divisórias;
  • teto com forro caindo e infestação de ratos, baratas e aranhas;
  • acúmulo de lixo no ambiente.

As famílias recebem auxílio do Bolsa Família e cestas básicas, mas o apoio é insuficiente diante da situação de vulnerabilidade em que vivem.

Diante da gravidade, o MPF enviou ofícios a diversos órgãos, cobrando explicações e ações concretas. Entre os destinatários estão a Casa de Saúde Indígena (Casai), a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), o Governo do Pará, a Prefeitura de Marabá e o 52º Batalhão de Infantaria de Selva do Exército. As solicitações vão desde a prestação de serviços básicos de saúde até suporte emergencial de infraestrutura, como manutenção predial e fornecimento de água potável.

Os órgãos têm 15 dias para responder aos ofícios, que incluem cópias dos relatórios de inspeção. O MPF avalia novas medidas caso as respostas não apresentem soluções efetivas.

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