Conforme as estimativas, a área desmatada no estado caiu de 2.064 quilômetros quadrados (km²), em 2025, para 1.130 km² entre agosto de 2025 e julho de 2026. A diferença representa 934 km² a menos de vegetação derrubada, extensão equivalente a aproximadamente 130 mil campos de futebol.
O levantamento também aponta que o Pará completa cinco anos consecutivos de queda nos índices de desmatamento. Em 2021, foram registrados 5.238 km² de área desmatada. Desde então, a redução acumulada chegou a 78,4%, correspondente a 4.108 km².
Na comparação com 2004, quando o estado atingiu o maior índice da série histórica, com 8.870 km², a diminuição alcança 87,3%.
Desmatamento apresenta queda desde 2021
Os números do Prodes mostram que a área desmatada no Pará vem diminuindo anualmente desde 2021.
Em 2022, o estado registrou 4.162 km², uma redução de 20,5% em relação ao ano anterior. Em 2023, o índice recuou para 3.299 km², queda de 20,7%.
No ano seguinte, foram contabilizados 2.395 km², redução de 27,4%. Já em 2025, o desmatamento caiu para 2.064 km², uma diminuição de 13,8%.
A estimativa de 2026, de 1.130 km², representa a maior redução percentual anual registrada nesse período de cinco anos.
O resultado acompanha a diminuição observada na Amazônia Legal, onde o desmatamento passou de 5.731 km² para 3.335 km², uma queda de 41,8%, segundo o Inpe.
Governo destaca ações de fiscalização ambiental
O secretário de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (Semas), Raul Protázio Romão, afirmou que a redução dos índices deve ser acompanhada por medidas permanentes de fiscalização, regularização ambiental e desenvolvimento sustentável.
“Essa redução expressiva é um resultado que precisa ser celebrado, mas também compreendido como um compromisso permanente. O enfrentamento ao desmatamento exige políticas públicas consistentes, fiscalização, regularização ambiental e alternativas econômicas capazes de gerar oportunidades sem comprometer a floresta”, declarou.
Segundo o secretário, o governo estadual busca ampliar as oportunidades econômicas associadas à conservação ambiental e à participação das populações que vivem nos territórios amazônicos.
Entre as iniciativas desenvolvidas pelo estado estão o Plano Estadual Amazônia Agora (PEAA), o Programa Regulariza Pará e o Plano Estadual de Bioeconomia.
As medidas incluem regularização de propriedades rurais por meio do Cadastro Ambiental Rural (CAR), utilização de sistemas de monitoramento por satélite, fiscalização ambiental e incentivo às atividades produtivas sustentáveis.
Monitoramento por satélite
O Prodes, desenvolvido pelo Inpe, utiliza imagens de satélite para identificar e calcular anualmente as áreas de floresta desmatadas por corte raso na Amazônia Legal.
As informações produzidas pelo sistema são utilizadas no acompanhamento da perda de vegetação nativa e na elaboração e avaliação de políticas públicas ambientais.
De acordo com o governo estadual, a conservação da cobertura florestal também está relacionada à proteção da biodiversidade, dos recursos hídricos, dos solos e dos estoques de carbono, além da redução das emissões de gases de efeito estufa associadas ao desmatamento.

