A Prefeitura de Boa Vista está realizando a vacinação de bezerras contra a brucelose nas 17 comunidades indígenas do município. Nesta etapa, a previsão é imunizar aproximadamente 250 animais, com atendimento realizado por equipes técnicas que se deslocam até as propriedades dos criadores.
A vacinação é obrigatória para bezerras com idade entre três e oito meses, sendo necessária apenas uma dose. O serviço é oferecido nos meses de abril e outubro, conforme o calendário de imunização adotado pelo município.
De acordo com as normas vigentes, a aquisição, o manuseio e a aplicação da vacina devem ser realizados exclusivamente por médicos-veterinários ou técnicos capacitados.
O secretário municipal de Agricultura e Assuntos Indígenas, Cezar Riva, explicou que o deslocamento de profissionais até as comunidades permite que os pecuaristas tenham acesso à vacinação sem precisar arcar com os custos de contratação e transporte de veterinários.
“É uma medida essencial para manter as boas condições sanitárias dos rebanhos como forma de eliminar, diminuir ou prevenir riscos à saúde da população. Essa vacina só pode ser administrada por profissional capacitado. Ao levar um veterinário até a área indígena, reduzimos os custos operacionais e garantimos aos pecuaristas a oportunidade de esclarecer dúvidas sobre o manejo dos animais”, afirmou.
Atendimento nas comunidades
Na propriedade da pecuarista Vanda Elias, 12 bezerras foram vacinadas durante a ação. Ela relatou que os produtores recebem antecipadamente o cronograma de atendimento, o que permite organizar os animais para a imunização.
“Antes, a prefeitura apoiava a gente com a vacinação da aftosa. Agora, os técnicos também ajudam com a vacinação da brucelose. Quando chega a época de vacinar, a prefeitura manda o cronograma e a gente se prepara para esse trabalho. Sem esse incentivo, tudo seria muito mais caro, porque é difícil trazer um veterinário até aqui para fazer essa vacinação”, contou.
Roraima livre da febre aftosa sem vacinação
Há dois anos, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) reconheceu Roraima como livre da febre aftosa sem vacinação.
Antes do reconhecimento, a Prefeitura de Boa Vista auxiliava os produtores durante as duas campanhas anuais de vacinação obrigatória contra a doença. O trabalho fazia parte das medidas sanitárias exigidas para a manutenção das condições de saúde dos rebanhos e contribuiu para a conquista do reconhecimento pelo estado.

