O candidato a deputado estadual Rodrigo Guedes (Republicanos) acusou o presidente estadual da legenda e deputado federal Silas Câmara de impedir a veiculação de sua propaganda no horário eleitoral gratuito na televisão. A denúncia foi feita nessa segunda-feira (28), por meio das redes sociais.
Segundo Guedes, o material produzido por sua campanha não foi exibido nenhuma vez desde o início da propaganda eleitoral gratuita, em 28 de agosto. O candidato atribui a ausência de inserções a uma decisão interna do Republicanos.
Guedes afirma que a situação estaria relacionada à disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam). Silas Câmara é irmão do deputado estadual Dan Câmara, também do Republicanos e candidato à reeleição, portanto concorrente de Guedes dentro da própria legenda.
Ao tornar o caso público, Rodrigo Guedes questionou os critérios adotados pelo partido para distribuir o tempo de televisão entre os candidatos e acusou a direção partidária de perseguição política.
“Você viu meu vídeo passar no horário eleitoral gratuito? A resposta só pode ser uma: não. Meu vídeo simplesmente não foi ao ar nenhuma vez porque meu partido não deixou. Curiosamente, o presidente do meu partido é o deputado federal Silas Câmara, irmão do deputado estadual e candidato à reeleição Dan Câmara”, declarou.
Guedes também afirmou acreditar que a retirada de seu material teria como objetivo dificultar sua eleição para a Assembleia Legislativa.
“Querem tirar na marra e mais uma vez a possibilidade de eu ir para a Assembleia Legislativa porque sabem que vou ser a pedra no sapato deles, mas o vídeo que eles não querem que você veja vai ser publicado nas minhas redes sociais nessa terça-feira”, afirmou.
Guedes cita relação com Amom Mandel
Ao abordar sua permanência no Republicanos, Rodrigo Guedes afirmou ainda que sua filiação à legenda ocorreu em razão da aliança política construída com o deputado federal Amom Mandel.
Segundo o candidato, ele não mantém relação política com Silas Câmara, apesar de ambos integrarem o mesmo partido.
A acusação ocorre na reta final do horário eleitoral gratuito, previsto para terminar em 1º de outubro. Guedes sustenta que, durante todo o período da propaganda até agora, sua peça destinada à televisão não recebeu espaço na programação partidária.

