A Justiça manteve, nesta quinta-feira (11), as prisões da secretária municipal de Saúde de Palmas, Dhieine Caminski, e do superintendente de Atenção à Saúde, Andreis Vicente da Costa, investigados na segunda fase da Operação Falsa Emergência. Ambos passaram por audiência de custódia e permanecerão detidos no Quartel do Comando Geral (QCG) da Polícia Militar.
A empresária Cláudia Maria Cândido, também alvo de mandado de prisão preventiva, não foi localizada e é considerada foragida. Segundo a investigação, ela teria atuado como articuladora dos interesses da organização social contratada para administrar as UPAs Norte e Sul da capital.
Conduzida pela Divisão Especializada de Combate à Corrupção (Decor), a operação apura suspeitas de fraude documental no processo que resultou na contratação da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Itatiba para gerir as unidades de saúde. O contrato, firmado em março pela Prefeitura de Palmas, prevê repasses de aproximadamente R$ 139 milhões.
Na decisão que autorizou as prisões, a Justiça acolheu pedido da Polícia Civil e do Ministério Público. As prisões de Andreis Vicente e Cláudia Maria foram decretadas para garantia da ordem pública, enquanto a de Dhieine Caminski teve como fundamento a preservação da instrução criminal.
Além das prisões, foram autorizadas medidas patrimoniais e a quebra de sigilos de dados para aprofundar as investigações. A atual fase da operação é um desdobramento da ação realizada em 21 de maio, quando foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados e na Secretaria Municipal de Saúde.
Após a operação, a Prefeitura de Palmas nomeou Ana Paula dos Santos Andrade Abadia para responder interinamente pela Secretaria Municipal de Saúde. Até o momento, não foi publicada a exoneração de Dhieine Caminski.

