Servidores municipais do Cantá decidiram cruzar os braços por 24 horas na próxima terça-feira (19) após impasse nas negociações com a Prefeitura sobre reajustes salariais e direitos da categoria. O movimento foi anunciado pelo Sindicato dos Servidores do Município de Cantá após assembleia extraordinária que reuniu trabalhadores do quadro geral, saúde e educação.
Segundo o sindicato, a paralisação foi aprovada depois de sucessivas tentativas de diálogo sem retorno da gestão municipal comandada pelo prefeito André Luís Costa de Castro. A entidade afirma que protocolou diversos pedidos formais de reunião para discutir pautas consideradas prioritárias, mas não recebeu resposta nem definição de agenda por parte da prefeitura.
O ato está previsto para começar às 9h, com concentração em frente à sede da Prefeitura do Cantá, na região da Meia Lua. O sindicato informou que o movimento terá caráter de advertência e busca pressionar o município a abrir negociação antes que a categoria avance para uma possível greve por tempo indeterminado.
O coordenador-geral do SINSEC, Joilde Ribeiro Lima, afirmou que o protesto reúne diferentes setores do funcionalismo municipal diante do acúmulo de reivindicações consideradas antigas pelos servidores.
Categoria cobra salários
Entre os principais pontos apresentados pelo sindicato estão a revisão e atualização dos Planos de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR) dos servidores do quadro geral, saúde e educação.
Os trabalhadores também cobram enquadramento funcional de servidores de nível médio, recomposição inflacionária dos salários acumulada desde 2012 e redução da carga horária em algumas categorias.
Outro ponto sensível envolve a regularização da situação previdenciária junto ao INSS. Segundo o sindicato, há preocupação entre os servidores sobre possíveis impactos futuros relacionados a contribuições e direitos previdenciários.
No ofício encaminhado à prefeitura, o SINSEC afirma que ainda tenta evitar uma paralisação mais ampla e pede abertura imediata de uma mesa de negociação com cronograma definido para discussão das demandas.
Serviços mantidos
Apesar da mobilização, o sindicato informou que os serviços considerados essenciais continuarão funcionando durante a paralisação, conforme prevê a legislação.
A expectativa da entidade é que o movimento pressione a administração municipal a retomar o diálogo com os servidores antes que o clima de insatisfação avance para uma greve por prazo indeterminado.
Nos bastidores, servidores avaliam que a ausência de resposta oficial da prefeitura aumentou o desgaste interno e fortaleceu a adesão à paralisação convocada para a próxima semana.


