O magistrado Raimundo Anastácio Carvalho, ao determinar o afastamento de Rick por 180 dias, destacou que a estatística de prisões conduzidas exclusivamente pela dupla derrubou qualquer tese de coincidência profissional.
Sabotagem de provas
Além do lucro com as custódias, o suíte da investigação aponta para um cenário de sabotagem processual em um caso de duplo homicídio ocorrido no final de 2025. O delegado é suspeito de ocultar provas e alterar a cena do crime onde um casal de empresários foi morto, visando esconder que era devedor de uma das vítimas, que atuava com agiotagem.
Para garantir o silêncio sobre as irregularidades, Rick utilizava o cargo para coagir subordinados com ameaças de fabricação de dossiês e grampos telefônicos falsos contra colegas.
Com o novo entendimento judicial, Rick da Silva e Silva está proibido de exercer qualquer função pública ou entrar em delegacias até outubro de 2026. A Justiça também ordenou o bloqueio de seus acessos aos sistemas de segurança e a apreensão de armas e distintivos institucionais para evitar novas interferências na instrução criminal.
O Gaeco agora trabalha na lavagem de dinheiro e prevaricação como frentes principais do inquérito, enquanto a Corregedoria da Polícia Civil analisa a demissão definitiva do servidor após o fechamento do cerco jurídico.


