Em sua estreia parlamentar na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), a deputada estadual Brena Dianná apresentou uma indicação ao Governo do Estado solicitando a implantação de unidades regionais de atendimento oncológico em municípios estratégicos do interior amazonense.
A proposta prevê a instalação dos serviços especializados em Parintins, Tabatinga, Tefé, Humaitá, Manacapuru, Itacoatiara, Lábrea e Carauari. Atualmente, pacientes dessas regiões dependem, em grande parte, da estrutura de saúde existente em Manaus para realizar consultas, exames e tratamentos relacionados ao câncer.
Segundo a parlamentar, a descentralização do atendimento busca ampliar o acesso aos serviços de saúde e reduzir os impactos causados pelo deslocamento de pacientes e familiares até a capital.
De acordo com Brena Dianná, a concentração dos serviços oncológicos em Manaus gera dificuldades financeiras, emocionais e logísticas para moradores do interior, que frequentemente precisam percorrer grandes distâncias em busca de atendimento especializado.
A deputada destacou que a ampliação da rede regional de saúde pode contribuir para o diagnóstico precoce e para a continuidade do tratamento de pacientes oncológicos em diferentes regiões do estado.
Passagens aéreas para Parintins
Além da pauta relacionada à saúde, Brena Dianná utilizou a tribuna da Assembleia para chamar atenção para o aumento no preço das passagens aéreas entre Manaus e Parintins durante o período do Festival Folclórico.
Segundo a parlamentar, os valores dos bilhetes registram aumento expressivo no mês de junho, chegando a superar em até 1.500% os preços praticados em outros períodos do ano. Conforme os dados apresentados, trechos que normalmente custam entre R$ 300 e R$ 600 podem alcançar valores próximos de R$ 5 mil e, em alguns casos, ultrapassar R$ 9,5 mil.
Primeira mulher nascida em Parintins a ocupar uma cadeira na Assembleia Legislativa do Amazonas, Brena defendeu a abertura de discussões envolvendo companhias aéreas, órgãos reguladores e representantes do poder público para buscar alternativas que ampliem o acesso da população ao festival.
A parlamentar argumentou que o transporte aéreo desempenha papel essencial na mobilidade do Amazonas e que os elevados custos podem dificultar a participação de moradores e visitantes em um dos maiores eventos culturais da região Norte.
Dados apresentados durante o pronunciamento apontam que o Aeroporto Júlio Belém registrou 209 voos durante o período do Festival de Parintins em 2024. Para 2026, a expectativa é que mais de 10 mil passageiros utilizem o transporte aéreo para chegar à Ilha Tupinambarana durante a festa.

