O Governo do Distrito Federal finaliza, até esta quarta-feira (29), o pedido formal ao Tesouro Nacional para obter aval em uma operação de crédito destinada ao Banco de Brasília. A medida busca reforçar o caixa da instituição pública, que sofreu impactos financeiros negativos após operações recentes envolvendo o Banco Master, gerando alerta na gestão estadual.
A estratégia da governadora Celina Leão foca em um empréstimo junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para estabilizar as contas da instituição. Em nota oficial, o palácio confirmou que a iniciativa faz parte de um conjunto de ações conduzidas com transparência e diálogo para assegurar a solidez do banco público brasiliense neste cenário de pressão.
O grande desafio da proposta é a classificação fiscal do Distrito Federal, que atualmente possui nota C na Capacidade de Pagamento (Capag) do Tesouro Nacional. Esse indicador avalia a saúde financeira de estados e municípios, funcionando como um termômetro de risco para o mercado e definindo quem pode ou não receber o aval da União.
Barreira fiscal e riscos
Pelas regras vigentes, o governo federal só atua como garantidor de novos empréstimos para entes que ostentam notas A ou B em seus balanços anuais. Como o DF caiu para o nível C no início deste mês, a ausência de garantia federal pode dificultar a obtenção de juros menores e prazos mais longos para o BRB.
A queda na avaliação da saúde fiscal brasiliense em 2025 reflete problemas no endividamento, na poupança e na liquidez das contas públicas do Distrito Federal. Diante do impasse, o governo tenta convencer o Tesouro Nacional da urgência do repasse para evitar que a estabilidade do banco seja comprometida por fatores externos de mercado.
A movimentação é vista como crucial para o futuro do banco, que é o principal braço de fomento ao desenvolvimento econômico e social da capital federal. O documento final de solicitação de aval já está em fase de conclusão e será o ponto de partida para as tratativas diretas entre a equipe econômica local e o governo federal.


