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Ex-secretário é preso suspeito de abusar de menino de 11 anos em Vigia, no Pará

Prisão ocorreu após denúncia do pai da vítima que possui necessidades especiais; caso é investigado sob sigilo pela Polícia Civil

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O ex-secretário de Cultura, Rui Leal, de Vigia de Nazaré, no nordeste do Pará, foi preso em flagrante suspeito de abusar de um menino de 11 anos. A prisão ocorreu após o pai da vítima procurar a Polícia Civil ao desconfiar da situação e relatar os indícios às autoridades, que iniciaram a apuração do caso.

De acordo com as investigações, a criança, que possui necessidades especiais, confirmou os relatos durante escuta especializada. Os indícios apontam que o suspeito se aproveitava da proximidade com a família para criar momentos em que ficava sozinho com o menor, ocasião em que os abusos teriam ocorrido, segundo a polícia.

O investigado, Rui Leal, também atuava como assessor parlamentar e era conhecido no município por participação em eventos culturais e atividades públicas. A atuação dele em espaços institucionais e a relação de confiança com a família são pontos considerados na investigação.

Após a denúncia, equipes da Polícia Civil realizaram diligências para localizar o suspeito. Ele foi encontrado, recebeu voz de prisão em flagrante e foi encaminhado à delegacia do município, onde foram adotadas as medidas legais cabíveis e ele permanece à disposição da Justiça.

Investigação sob sigilo

A Polícia Civil informou que o caso segue em investigação e que detalhes não serão divulgados por envolver menor de idade. A corporação confirmou que a denúncia foi reforçada pela escuta da vítima, que relatou episódios recorrentes de violência ao longo do período investigado.

Segundo os investigadores, os crimes teriam ocorrido em diferentes ocasiões, sempre quando o suspeito estava sozinho com a criança. A polícia não detalhou por quanto tempo os abusos vinham acontecendo, mas trabalha para reunir mais elementos que auxiliem no andamento do caso.

O caso é tratado como estupro de vulnerável, crime previsto no Código Penal brasileiro quando envolve menores de 14 anos. A legislação estabelece pena de 10 a 18 anos de reclusão, independentemente de consentimento ou de qualquer outra circunstância relacionada à vítima.

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