Apontado como um dos operadores do esquema de descontos indevidos em aposentadorias, Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, afirmou que pode colaborar com investigações e citar políticos caso a delação do empresário Maurício Camisotti não traga todos os elementos do caso.
A declaração foi feita nesta sexta-feira (10), quando o lobista reagiu à formalização do acordo de colaboração de Camisotti com a Polícia Federal. Os dois estão presos desde setembro do ano passado e são investigados por atuação no esquema que atingiu beneficiários do INSS.
Segundo relatos, o “Careca do INSS” avalia que pode ser apontado como principal responsável pelas irregularidades e, diante desse cenário, passou a considerar apresentar sua própria versão às autoridades. Em conversa com interlocutores, afirmou que poderá falar caso a delação do empresário não aborde todos os envolvidos.
Nos bastidores, ele menciona a possibilidade de citar nomes ligados a partidos como PL, PDT e Republicanos. Entre os nomes cogitados está o do senador Weverton Rocha, que já foi alvo de buscas em investigação relacionada ao caso. Também aparece o nome do empresário Fábio Luís Lula da Silva, investigado por suspeita de recebimento de valores ligados ao grupo.
O esquema, revelado inicialmente por reportagens jornalísticas, envolve descontos considerados irregulares em aposentadorias e pensões. A investigação inclui contratos, repasses e possível atuação de intermediários na captação de beneficiários.
Apesar da sinalização, uma eventual delação do lobista depende de autorização das autoridades responsáveis pela investigação. Até o momento, não há confirmação de novo acordo firmado.


