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Após caso de Alex Braga ser levado a júri popular, deputada dispara “lugar de estuprador é na cadeia”

Parlamentar do Podemos se pronunciou na Aleam após sentença que envia empresário ao Tribunal do Júri por estupro e aborto sem consentimento

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Durante sessão plenária da Assembleia Legislativa do Amazonas nesta terça-feira 25, a deputada estadual Alessandra Campelo (Podemos) afirmou que “lugar de estuprador é na cadeia” ao comentar a decisão da Justiça do Estado que determinou que o empresário do setor de comunicação Alex Mendes Braga seja submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri.

Em discurso no plenário, a parlamentar declarou que a decisão não tem caráter político e foi tomada com base em manifestação do Ministério Público e decisão judicial.

“Em março de 2023, esse homem estuprou a prima de sua esposa, que estava na sua casa ajudando a sua esposa, que estava de resguardo. Após estuprar essa mulher e engravidá-la no estupro, ele a obrigou a fazer um aborto e isso é crime contra a vida. Então, aí são dois crimes: o primeiro, o estupro; o segundo, o aborto forçado. Após isso, ele ficou perseguindo e ameaçando essa mulher e fazendo violência psicológica, então são três crimes”, declarou.

Alessandra Campelo, que preside a Procuradoria Especial da Mulher da Aleam, afirmou que a decisão de pronúncia partiu do Judiciário. “A decisão de levá-lo ao júri popular não é minha, do presidente da Assembleia, de algum deputado ou deputada, ou de outras pessoas que ele ofende e extorque na internet. Ele vai a júri popular por decisão do Ministério Público, de um magistrado muito respeitado – o Doutor Mauro Antony é o juiz do caso, um homem respeitadíssimo no meio jurídico. Ministério Público com uma atuação impecável e a Procuradoria da Mulher, que também auxiliou, que deu apoio a essa vítima, como tantas outras”, afirmou.

A deputada também reagiu a críticas feitas pelo empresário à Procuradoria Especial da Mulher. “A Justiça começa a ser feita. Lugar de estuprador é na cadeia, seja ele quem for. Ele vai a júri popular, foi pronunciado por uma vara criminal, e esse é o início do desfecho da vida criminosa desse homem que ataca todo mundo. Nesta semana mesmo, ele publicou uma fake news dizendo que a Procuradoria da Mulher não atende todo mundo e nós atendemos sim”, disse.

Entenda o caso

A Justiça do Amazonas decidiu que Alex Mendes Braga será julgado pelo Tribunal do Júri pelos crimes de aborto provocado por terceiro sem o consentimento da gestante, estupro e violência psicológica contra a mulher.

A decisão foi assinada pelo juiz Mauro Moraes Antony em 24 de fevereiro de 2026, no processo nº 0576540-07.2024.8.04.0001. Trata-se de sentença de pronúncia, etapa em que o juiz entende haver indícios suficientes para que o caso seja submetido ao julgamento por jurados. Não se trata de condenação.

Segundo a denúncia do Ministério Público do Estado do Amazonas, os fatos teriam ocorrido em março de 2023. A acusação sustenta que a vítima teria sido constrangida a manter relação sexual mediante ameaça, engravidado em decorrência do suposto estupro e, posteriormente, coagida a ingerir medicamento abortivo sem consentimento.

O Ministério Público também menciona a existência de áudios atribuídos ao empresário e a suposta oferta de R$ 50 mil para que a vítima deixasse o município. Esses elementos ainda serão analisados no julgamento.

As investigações foram conduzidas pela Polícia Civil do Amazonas. O empresário chegou a ser preso temporariamente em 2023, passou por audiência de custódia e foi colocado em liberdade. A responsabilidade penal será definida pelo Tribunal do Júri.

Veja também:

Justiça do Amazonas manda Alex Braga a júri popular por estupro e aborto sem consentimento

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