O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de Roraima (Sinjoper) se manifestou nesta terça-feira, 24, sobre o julgamento do habeas corpus relacionado ao caso do jornalista Romano dos Anjos, em análise no Tribunal de Justiça de Roraima (TJRR). Em nota pública, a entidade cobrou celeridade e transparência na condução do processo.
O sindicato informou que acompanha o caso desde o atentado e defendeu que a definição do rito processual, seja em primeira instância ou no Pleno, priorize rapidez e clareza. A entidade também afirmou que não admite manobras jurídicas ou influências políticas que possam interferir no andamento do julgamento.
Na manifestação, o Sinjoper reiterou repúdio a qualquer forma de violência contra profissionais da imprensa e avaliou que ataques a jornalistas no exercício da função representam afronta à democracia e à liberdade de expressão.
O sindicato declarou solidariedade a Romano dos Anjos e à família e informou que seguirá acompanhando os desdobramentos no Judiciário.
Entenda o caso
Romano dos Anjos foi sequestrado na noite de 26 de outubro de 2020, dentro da própria residência, em Boa Vista, enquanto jantava com a esposa. Três homens armados e encapuzados invadiram o imóvel, levaram o jornalista e o agrediram.
Ele foi abandonado horas depois em uma área rural na região do Bom Intento, com pés e mãos amarrados, fratura em um dos braços e lesões nas pernas.
As investigações levaram à deflagração da Operação Pulitzer pelo Ministério Público de Roraima, em setembro de 2021. Na primeira fase, seis policiais militares e um ex-servidor da Assembleia Legislativa foram presos.
Na etapa seguinte, o então deputado estadual Jalser Renier foi preso sob suspeita de ser o mandante do crime, além de outros três policiais.
Renier ficou preso por cinco dias e foi colocado em liberdade por decisão do Superior Tribunal de Justiça, com uso de tornozeleira eletrônica, sob o argumento de imunidade parlamentar. Em outubro de 2021, o Ministério Público o denunciou por oito crimes relacionados ao caso.
Em setembro de 2022, ele teve o mandato cassado na Assembleia Legislativa após 27 anos consecutivos como deputado estadual. O processo ainda não teve desfecho definitivo na Justiça.
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