A advogada Mônica Melo será indiciada por homicídio culposo — quando não há intenção de matar — em razão do atropelamento que resultou na morte de Angela Bulbol, de 64 anos, ocorrido na tarde de sexta-feira (20). A informação foi confirmada nesta segunda-feira (23) pelo delegado Thenistocles de Alencar, titular da Delegacia Especializada em Acidentes de Trânsito (DEAT).
Segundo o delegado, o caso foi encaminhado à unidade nesta manhã e ainda está em fase inicial de análise.
“Acabei de receber a ocorrência e estou avaliando as informações, mas, a princípio, é possível afirmar que a responsável pelo acidente será indiciada”, declarou. Ele acrescentou que Mônica Melo ainda não foi intimada para prestar depoimento e deverá ser ouvida após apresentar condições emocionais. A investigação também aguarda os laudos de necropsia e da perícia do local do acidente.
O atropelamento ocorreu dentro do condomínio Ephigênio Sales, quando Angela caminhava pela via interna e foi atingida por um veículo Mercedes-Benz prata, conduzido pela advogada. Com o impacto, a vítima caiu e sofreu um traumatismo na cabeça. Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) prestaram os primeiros socorros e constataram que ela chegou a apresentar uma parada cardíaca ainda no local.
Testemunhas relataram que a condutora permaneceu na área após o acidente, mas apresentou forte abalo emocional e precisou ser encaminhada ao Hospital Santa Júlia. Após atendimento médico, ela retornou para casa.
Angela Bulbol foi levada inicialmente ao Hospital e Pronto-Socorro Dr. João Lúcio e, posteriormente, transferida para o Hospital Check-Up. Apesar dos esforços da equipe médica, ela não resistiu às complicações de um traumatismo cranioencefálico e morreu no início da noite de domingo (21).
A Polícia Civil aguarda a conclusão dos exames periciais para finalizar o inquérito.


