Durante sessão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, realizada na quarta-feira (8), o senador Mecias de Jesus (Republicanos) defendeu a aplicação da pena de morte no Brasil em determinados casos.
O parlamentar, condenado por enriquecimento ilícito no “Escândalo dos Gafanhotos”, mencionou crimes como estupro, assalto seguido de morte, sequestro e pedofilia entre aqueles que, segundo ele, deveriam ser punidos com a morte.
A declaração foi feita no momento em que a comissão discutia um projeto de autoria do senador Fabiano Contarato (PT), que propõe ampliar de três para cinco anos o tempo máximo de internação para adolescentes que cometem atos infracionais.
“Sou muito claro, Sr. Presidente, eu não tenho como negar isso, eu defendo isso. Alguns crimes, como estupro, assalto seguido de morte, sequestro seguido de morte, pedofilia, eu sou favorável à pena de morte”, declarou o parlamentar.
Em seguida, ele explicou o motivo de ser a favor da pena de morte. “Sou favorável porque, para mim, direitos humanos é para humanos direitos. E nós não podemos ter na sociedade elementos que estão claramente cometendo crimes contra as famílias e o Estado tem que dar a ele o almoço, a janta e ainda pagar a pensão para a família”, declarou.
Escândalo dos gafanhotos
Mecias de Jesus foi condenado em 2022 pela Justiça Federal por enriquecimento ilícito no “Escândalo dos Gafanhotos”, considerado um dos maiores casos de desvio de recursos públicos em Roraima.
O esquema, ocorrido entre 1998 e 2002, envolvia a inclusão de servidores fantasmas na folha de pagamento do extinto Departamento de Estradas e Rodagem de Roraima (DER-RR) para desviar cerca de R$ 1,9 milhão.
Documentos comprovaram a participação do senador, e familiares, incluindo sua esposa, também foram multados pela Justiça.
Veja o vídeo publicado pelo portal Metrópoles:
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