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Edilson Damião recua de disputa ao Governo tampão e libera União Brasil para apoiar outros candidatos

Ex-governador afirmou que restrições da eleição suplementar inviabilizam disputa, mas disse aguardar decisão do TSE sobre ação apresentada pela defesa

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O ex-governador Edilson Damião confirmou, neste sábado (16), que não disputará a eleição suplementar para o Governo do Estado marcada para 21 de junho. Presidente estadual do União Brasil, ele atribuiu o recuo às regras estabelecidas para o pleito extraordinário, que impedem a candidatura de políticos sem filiação partidária mínima de seis meses e também de nomes que deram causa à anulação da eleição anterior.

A decisão foi anunciada na véspera da convenção estadual da sigla, marcada para este domingo (17). Com a saída de cena, Damião liberou deputados estaduais, federais e vereadores do partido para apoiarem qualquer candidatura durante a disputa suplementar, sem imposição de alinhamento interno.

Em nota oficial, o ex-governador afirmou que o União Brasil deve concentrar esforços na preparação para as eleições regulares de outubro, quando pretende disputar cargos como Governo, Senado e Assembleia Legislativa. O movimento também evita desgaste interno às vésperas das convenções partidárias.

Veja a publicação:

Regra do TSE inviabilizou candidatura

A resolução que disciplina a eleição suplementar exige que candidatos estejam filiados ao partido pelo menos seis meses antes da votação. Edilson Damião se filiou ao União Brasil em março, o que inviabiliza a participação dele no pleito deste ano.

Além disso, a norma também impede a candidatura de políticos que tenham provocado a nulidade da eleição anterior. Damião foi cassado após o resultado das eleições de 2022 e teve os votos anulados, situação que o enquadra nas restrições previstas para a disputa extraordinária.

Apesar do recuo anunciado, o ex-governador afirmou que ainda aguarda uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral sobre um mandado de segurança apresentado pela defesa contra as regras da eleição suplementar.

Mudança até a convenção

Por telefone, Damião afirmou que a ação está sob relatoria do ministro André Mendonça e disse que poderá reconsiderar a candidatura caso haja decisão favorável até este domingo, data da convenção partidária.

Segundo ele, a liberação dos filiados para apoiar outros candidatos ocorreu para evitar constrangimentos políticos dentro do partido e permitir que parlamentares e vereadores participem das articulações deste fim de semana sem pressão da direção estadual.

Nos bastidores, a decisão também reorganiza o cenário da eleição tampão e amplia a disputa por apoios dentro da base ligada ao União Brasil.

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