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Governador determina investigação após autista ter 17 dentes extraídos sem autorização em Centro Reabilitação do Pará

Helder Barbalho classificou como “grave” a denúncia de que adolescente com autismo severo foi submetida a extrações sem autorização da família. Caso ocorreu no CIIR, em Belém, e gerou revolta nas redes.

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O governador do Pará, Helder Barbalho, determinou o afastamento imediato do dentista envolvido no caso da adolescente autista que teve 17 dentes arrancados sem autorização da família, durante um atendimento no Centro Integrado de Inclusão e Reabilitação (CIIR), em Belém. O caso foi denunciado pela família da jovem de 19 anos, que possui autismo severo e é não verbal. O procedimento, segundo os familiares, seria apenas de limpeza e restauração dentária, mas terminou em um verdadeiro pesadelo.

“É muito grave a denúncia. Já determinei o afastamento do profissional envolvido e a abertura de uma investigação para esclarecer o caso e punir os responsáveis”, escreveu Helder em publicação nas redes sociais nesta terça-feira (17). O governador também afirmou que a prioridade agora é prestar total apoio à jovem e à sua família.

Reprodução / Redes Sociais

A adolescente foi sedada para o procedimento, como já havia sido acordado com a equipe, uma vez que sua condição exige cuidados especiais. No entanto, segundo a família, os profissionais se recusaram a fazer exames como radiografias antes do atendimento e impediram a mãe de acompanhar a consulta. Quando os responsáveis puderam ver a filha, ela já estava com 17 dentes removidos.

A mãe e o padrasto, ao receberem a jovem sedada, ficaram em choque. Eles afirmam que não foram avisados sobre a necessidade das extrações e que nenhuma explicação técnica foi dada até o momento. “Disseram apenas que estavam acostumados a fazer isso com outras crianças. Isso não é normal”, desabafou a irmã da adolescente nas redes sociais.

A denúncia ganhou grande repercussão na internet, principalmente entre organizações que atuam na defesa de pessoas com deficiência. Parlamentares como o deputado Carlos Bordalo (PT) cobraram providências e denunciaram o caso como uma violação dos direitos humanos e institucionais.

A família já registrou Boletim de Ocorrência, e o caso deve ser investigado por uma força-tarefa que envolve o Ministério Público do Estado, a Defensoria Pública, o Conselho Regional de Odontologia (CRO-PA) e a Secretaria de Saúde do Estado (Sespa). O profissional responsável pelo atendimento foi afastado preventivamente e poderá responder administrativamente e judicialmente.

Enquanto isso, a jovem segue em recuperação física e emocional, com dificuldades para se alimentar e traumatizada pela experiência. A família agora busca ajuda para reconstrução da arcada dentária e apoio psicológico para a adolescente, que, segundo os parentes, ainda não consegue expressar tudo o que sentiu durante o procedimento.

 

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