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Congresso entra em recesso e deixa PEC do fim da escala 6×1, Segurança Pública e 91 vetos para agosto

Câmara e Senado encerram atividades sem concluir votação de propostas consideradas prioritárias; calendário eleitoral deve reduzir o ritmo dos trabalhos no segundo semestre.

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O Congresso Nacional entrou oficialmente em recesso parlamentar nesta sexta-feira (17) sem concluir a votação de uma série de propostas consideradas prioritárias pelo governo federal e pelo Legislativo. Entre os principais temas adiados estão a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6×1, a PEC da Segurança Pública e a análise de 91 vetos presidenciais.

Com a retomada dos trabalhos prevista para agosto, deputados e senadores terão um segundo semestre mais curto e com maior pressão política devido ao calendário eleitoral. O início oficial da campanha tende a reduzir o ritmo das votações e dificultar a construção de consensos em torno das matérias mais sensíveis.

Câmara deixa projetos estratégicos para depois do recesso

Na Câmara dos Deputados, o presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) buscou acelerar a pauta nas últimas semanas, mas diversos projetos não chegaram a ser apreciados pelo plenário.

Entre eles está a proposta que amplia o teto de faturamento do Microempreendedor Individual (MEI), cuja tramitação depende de definições envolvendo o regime do Simples Nacional.

Também ficaram pendentes o Projeto de Lei da Misoginia, que enfrenta divergências entre a bancada cristã e a relatora Tabata Amaral (PSB-SP); o projeto relacionado aos combustíveis, cuja discussão está ligada às oscilações do mercado internacional do petróleo; e a regulamentação da inteligência artificial.

Sobre este último tema, Hugo Motta chegou a defender o avanço das discussões nas últimas semanas, mas a Comissão Especial responsável pelo texto ainda não apresentou uma nova versão da proposta.

Senado adia PECs e análise de vetos

No Senado Federal, permaneceram sem despacho antes do recesso a PEC do fim da escala 6×1 e a PEC da Segurança Pública, duas propostas que figuram entre as prioridades do governo.

Outra pauta que ficou para o segundo semestre é a apreciação de cerca de 91 vetos presidenciais em sessão conjunta do Congresso Nacional. As duas últimas sessões convocadas para essa finalidade acabaram canceladas por falta de acordo entre o governo e os líderes partidários.

Embora o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), tenha conseguido concluir algumas votações antes da interrupção dos trabalhos legislativos, os temas de maior impacto político foram adiados para agosto.

Com o retorno das atividades, o Congresso terá o desafio de conciliar a agenda legislativa com o período eleitoral, cenário que tradicionalmente reduz a frequência das sessões deliberativas e dificulta a tramitação de propostas de maior complexidade.

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