Profissionais da rede municipal de ensino de Belém voltaram a ameaçar uma nova paralisação caso a Prefeitura não avance nas negociações com a categoria. O clima de tensão reapareceu poucos meses após o encerramento da última greve e já mobiliza representantes sindicais em torno de novas cobranças sobre carreira, direitos trabalhistas e pagamento do piso do magistério.
Representantes dos trabalhadores participam, na manhã desta quinta-feira (21), de uma reunião com integrantes da Procuradoria-Geral do Município. O encontro deve discutir ajustes em um possível acordo envolvendo mudanças consideradas prioritárias pela categoria.
Entre os principais pontos apresentados pelos profissionais da educação estão alterações no novo Estatuto do Magistério, revisão do Regime Jurídico Único (RJU) e mudanças no Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR).
A pauta também inclui reivindicações relacionadas ao pagamento do piso salarial do magistério, licença-prêmio e a revogação da Lei 10.266. Segundo integrantes do movimento, parte das demandas se arrasta há meses sem avanço concreto nas negociações com a gestão municipal.
A coordenadora do Sintepp Belém, Silvia Letícia Luz, afirmou que a categoria aguarda uma resposta efetiva da prefeitura durante a reunião desta quinta-feira. Segundo ela, a possibilidade de uma nova paralisação segue em discussão entre os trabalhadores.
Greve anterior
A última greve da educação municipal ocorreu entre os dias 19 de janeiro e 6 de março deste ano. O movimento afetou o calendário letivo e provocou uma série de cobranças envolvendo reajustes salariais e condições de trabalho nas unidades de ensino da capital paraense.
Agora, o sindicato afirma que o retorno da mobilização dependerá diretamente do resultado das negociações com a Prefeitura de Belém. Nos bastidores, integrantes da categoria avaliam que o impasse aumentou após a falta de consenso sobre pontos considerados centrais para os servidores.
A expectativa é de que o encontro desta quinta-feira sirva para definir os próximos passos da negociação. Caso não haja avanço, representantes dos trabalhadores não descartam convocar assembleias para discutir uma nova paralisação ainda neste mês.

