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Ex-tesoureira do Banco do Brasil é denunciada pelo MP por desvio milionário em Roraima

O Ministério Público de Roraima aponta esquema de R$ 5,2 milhões com uso de acesso interno e contas de terceiros; marido e suposto 'laranja' também foram citados

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O Ministério Público de Roraima denunciou a ex-tesoureira do Banco do Brasil, Daura Souza Rodrigues, por participação em um esquema que teria desviado R$ 5,2 milhões de uma agência em Caracaraí, no sul do estado. A denúncia inclui ainda o marido dela, Paulo José Assis, e uma terceira pessoa apontada como “laranja”.

Segundo a investigação, Daura usava o próprio acesso ao sistema da agência, além de credenciais da gerência, para executar operações fraudulentas. O MP afirma que ela inseria informações falsas e simulava movimentações financeiras para viabilizar a retirada de valores sem registro real de entrada de dinheiro.

O principal mecanismo, de acordo com a denúncia, era a criação de depósitos fictícios. Na prática, valores eram lançados no sistema como se tivessem sido depositados, mas não existiam fisicamente. Esses créditos eram direcionados para contas ligadas ao marido e à terceira envolvida.

Paulo José Assis é apontado como responsável por organizar o esquema fora da agência. O MP sustenta que ele estruturava a circulação dos recursos, utilizava empresas para dar aparência legal ao dinheiro e concentrava parte dos valores desviados.

A investigação também inclui Kellyane Saraiva Gomes Silva, indicada como “laranja”. Segundo o Ministério Público, ela cedia contas bancárias e empresa para permitir a movimentação dos valores, que passavam por transferências sucessivas até chegar aos beneficiários finais.

Além dos depósitos simulados, a denúncia cita pagamento de boletos sem lastro, utilizados para quitar despesas pessoais e comerciais do grupo. As operações geravam inconsistências contábeis, enquanto o dinheiro era desviado do sistema da agência.

Após a retirada, os valores eram direcionados para empresas e usados na compra de bens, como imóveis, veículos, gado e até aeronaves. A estratégia incluía simulação de atividades econômicas para justificar a origem dos recursos.

Pedido de condenação

O Ministério Público pede a condenação dos três por peculato, lavagem de dinheiro e associação criminosa. Também solicitou o bloqueio de até R$ 19 milhões em bens e o pagamento de indenização de R$ 10 milhões, além da devolução dos valores desviados.

A denúncia aponta ainda que, ao identificar a possibilidade de auditoria em 2022, a ex-tesoureira teria adotado medidas para dificultar a fiscalização interna na agência.

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