InícioRoraimaJustiça Federal em Roraima condena garimpeiro por extração ilegal de ouro na...

Justiça Federal em Roraima condena garimpeiro por extração ilegal de ouro na Terra Indígena Yanomami

Homem foi flagrado com ouro extraído ilegalmente na região do Xitei e teve pena substituída por medidas restritivas de direitos

Publicado em

A Justiça Federal em Roraima condenou um garimpeiro flagrado com 10,5 gramas de ouro extraído ilegalmente na Terra Indígena Yanomami. A decisão atendeu a denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) e foi proferida pela 4ª Vara Federal Criminal.

De acordo com o processo, o homem foi abordado em agosto de 2023 por agentes da Força Nacional na Base do Xitei, dentro da área indígena. Na ocasião, ele transportava o ouro escondido em um recipiente de comprimidos e informou que o material seria utilizado para custear uma passagem aérea de retorno a Boa Vista. O minério foi apreendido e o suspeito preso em flagrante.

Durante audiência, o réu confessou que se deslocou até a região de garimpo para trabalhar, permanecendo no local por oito dias. Segundo o depoimento, ele decidiu deixar a área devido às condições desfavoráveis de trabalho.

Na sentença, a Justiça reconheceu a prática do crime de usurpação de matéria-prima pertencente à União, sem autorização legal. O magistrado destacou que a mineração ilegal na Terra Indígena Yanomami integra uma cadeia logística com impactos ambientais e sociais, incluindo a contaminação de rios e solos pelo uso de mercúrio, além de prejuízos à saúde e ao modo de vida dos povos indígenas.

A decisão também apontou que o acusado tinha conhecimento de que atuava em área de proteção federal e que realizava atividade de extração mineral e transporte do material sem autorização.

O réu foi condenado a 1 ano e 8 meses de detenção. No entanto, a pena privativa de liberdade foi substituída por duas penas restritivas de direitos: prestação de serviços à comunidade ou a entidades públicas, preferencialmente em atividades de recuperação ambiental ou apoio a comunidades indígenas, e pagamento de prestação pecuniária no valor de dois salários mínimos a entidade com finalidade social.

O caso foi conduzido pelo 19º Ofício da Procuradoria da República no Amazonas, unidade vinculada ao Ministério Público Federal e especializada no combate à mineração ilegal nos estados da Amazônia Ocidental, incluindo Amazonas, Roraima, Rondônia e Acre.

spot_img

Últimos Artigos

Furto de cabos suspende atendimentos da Carreta Saúde da Mulher em Boa Vista pela terceira vez em um mês

Os atendimentos da Carreta Saúde da Mulher instalada no Mercado Municipal Sabá Floresta, no...

Assembleia divulga resultado definitivo de provas para cargos de nível superior

A Assembleia Legislativa de Roraima (ALERR) divulgou, nesta quarta-feira (30), o resultado definitivo das...

Helena da Asatur reforça parceria com Marcinho Belota para transformar UBS Pet em hospital veterinário

A deputada federal Helena da Asatur (PSD) reforçou a parceria política com o deputado...

Sampaio mira gestão de Arthur em debate e cobra UPA, educação e previdência de Boa Vista

A passagem de Arthur Henrique (PL) pela Prefeitura de Boa Vista entrou no centro...

Mais como este

Furto de cabos suspende atendimentos da Carreta Saúde da Mulher em Boa Vista pela terceira vez em um mês

Os atendimentos da Carreta Saúde da Mulher instalada no Mercado Municipal Sabá Floresta, no...

Assembleia divulga resultado definitivo de provas para cargos de nível superior

A Assembleia Legislativa de Roraima (ALERR) divulgou, nesta quarta-feira (30), o resultado definitivo das...

Helena da Asatur reforça parceria com Marcinho Belota para transformar UBS Pet em hospital veterinário

A deputada federal Helena da Asatur (PSD) reforçou a parceria política com o deputado...