InícioAmazonasMP investiga prefeitura de Manacapuru por contratar escritórios de lobista para receber...

MP investiga prefeitura de Manacapuru por contratar escritórios de lobista para receber royalties de petróleo

Publicado em

Sem produção petrolífera local, o município de Manacapuru está sob investigação do Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM), via promotoria de Justiça da cidade, para apurar supostas contratações de escritórios de advocacia coordenados por lobista, pela prefeitura, com o intuito de defender e prestar assistência jurídica em casos processuais envolvendo royalties de petróleo. Para seguir com as devidas diligências, a promotoria instaurou inquérito civil.

A ação sucede notícia de fato conduzida pela Procuradoria-Geral de Justiça (PGJ), que investigava a falta de transparência ou transparência precária por parte de algumas prefeituras do interior do Amazonas na utilização e criação de supostos esquemas de obtenção de verbas originadas de royalties — compensação financeira pela exploração de recursos naturais, como petróleo e gás natural —, por intermédio de decisões judiciais e extrajudiciais.

Na ocasião, a PGJ encaminhou o caso a 16 promotorias de Justiça de comarcas do interior. A unidade de Manacapuru constatou, em consulta ao Portal da Transparência, que a prefeitura local recebeu várias quantias de royalties de petróleo da União durante o período, mesmo não tendo produção petrolífera local, por meio de recorrência processual de decisões judiciais favoráveis sem o embasamento técnico-jurídico apropriado.

Diante da singularidade do caso, a promotora de Justiça Emiliana do Carmo Silva requereu, por quatro vezes, à administração local informações referentes ao recebimento e destinação dos valores recebidos entre os anos de 2022 e 2024, além da regularidade da contratação de escritórios de advocacia, coordenados por um lobista, para a defesa do ente municipal perante o Tribunal Regional Federal da 1ª Região.

Agora, com a conversão da notícia de fato para inquérito civil, o Ministério Público determinou que a Prefeitura de Manacapuru forneça, no prazo de 15 dias, as cópias dos processos licitatórios, contratos administrativos, ordens de lançamento e pagamentos referentes à contratação e aos serviços prestados pelos escritórios de advocacia no caso.

“Nesse caso, o Ministério Público tem como objetivo tutelar a probidade administrativa, fiscalizando a adequada gestão dos recursos incorporados ao patrimônio municipal provenientes dos royalties do petróleo, com enfoque na transparência estatal. Para tanto, se faz necessária a análise do procedimento de contratação dos escritórios de advocacia que atuaram em demandas judiciais referentes a royalties de petróleo”, enfatizou a promotora Emiliana do Carmo Silva.

spot_img

Últimos Artigos

Boa Vista amplia investimentos e reforça política de valorização dos mais de 11 mil servidores municipais

A valorização dos servidores públicos tem sido uma das diretrizes da gestão da Prefeitura...

Seed abre mais de 4 mil vagas para jovens, adultos e idosos concluírem os estudos em Roraima

A Secretaria de Educação e Desporto de Roraima (Seed) está com 4.190 vagas abertas...

TRF1 anula decisão e reabre ação que acusa empresa de comercializar 1,3 tonelada de ouro ilegal no Pará

A 12ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) anulou, por unanimidade,...

TCMPA inicia acordo para ampliar número de professores concursados em 107 municípios do Pará

O Tribunal de Contas dos Municípios do Pará (TCMPA) iniciou, nesta quarta-feira (8), o...

Mais como este

Boa Vista amplia investimentos e reforça política de valorização dos mais de 11 mil servidores municipais

A valorização dos servidores públicos tem sido uma das diretrizes da gestão da Prefeitura...

Seed abre mais de 4 mil vagas para jovens, adultos e idosos concluírem os estudos em Roraima

A Secretaria de Educação e Desporto de Roraima (Seed) está com 4.190 vagas abertas...

TRF1 anula decisão e reabre ação que acusa empresa de comercializar 1,3 tonelada de ouro ilegal no Pará

A 12ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) anulou, por unanimidade,...