A Polícia Civil do Pará confirmou, nesta quinta-feira, 13, em coletiva à imprensa, que o atentado sofrido pela advogada Regiane Furtado Lisboa, em Santarém, no oeste do estado, está relacionado à atuação profissional da vítima no combate à grilagem de terras na região.
O caso ocorreu na última segunda-feira (10), quando o veículo da advogada foi atingido por um disparo de arma de fogo nas proximidades de uma churrascaria da cidade.
Segundo a investigação, no mesmo período em que o ataque foi registrado, Regiane também recebeu mensagens com ameaças de morte por meio do aplicativo WhatsApp.
De acordo com o superintendente da Polícia Civil no Baixo Amazonas, delegado Jardel Guimarães, a principal linha investigativa aponta que o atentado está diretamente associado ao trabalho desenvolvido pela profissional.
As investigações estão sendo conduzidas pela 16ª Seccional Urbana de Polícia Civil, com o apoio do Núcleo de Apoio à Investigação (NAI).
As equipes analisam imagens de câmeras de segurança para identificar os responsáveis pelo disparo e rastrear a origem das mensagens enviadas à advogada.
Durante uma entrevista coletiva realizada na sede da subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Santarém, Regiane afirmou que continuará exercendo suas atividades profissionais.
Segundo a advogada, o objetivo do atentado seria interromper sua atuação na área do direito agrário.
A presidente da OAB Santarém, Panysa Monteiro, manifestou repúdio ao caso e informou que a instituição está oferecendo apoio jurídico, psicológico e medidas relacionadas à segurança da profissional.
A entidade também destacou que o episódio apresenta características que podem estar relacionadas à violência de gênero.
Até o momento, ninguém foi preso.

