A Polícia Federal (PF) concluiu o primeiro relatório final da Operação Sem Desconto e indiciou 48 pessoas por suspeita de envolvimento em um esquema de descontos associativos irregulares em benefícios previdenciários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O documento foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Entre os indiciados estão o ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto; o ex-procurador-geral da autarquia, Virgílio Antônio Ribeiro Filho; o ex-diretor de Benefícios, André Fidelis; e Antonio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.
Segundo a investigação, os envolvidos são suspeitos da prática de corrupção e outros crimes relacionados a um esquema de descontos indevidos em aposentadorias e pensões pagas pelo INSS.
Este é o primeiro relatório conclusivo apresentado pela Polícia Federal no âmbito da Operação Sem Desconto, deflagrada em abril do ano passado para apurar fraudes em descontos associativos realizados sem autorização dos beneficiários.
As investigações apontam que o esquema pode ter causado prejuízo estimado em aproximadamente R$ 6 bilhões. De acordo com a PF, parte dos investigados está presa preventivamente desde 17 de dezembro do ano passado, e a corporação priorizou a conclusão desse primeiro relatório antes do prosseguimento das demais etapas da investigação.
O indiciamento representa a conclusão da fase policial em relação aos investigados incluídos neste relatório. Caberá agora ao Ministério Público analisar as conclusões da Polícia Federal e decidir sobre eventual oferecimento de denúncia à Justiça.

