A secretária municipal de Saúde de Palmas, Dhieine Caminski, e o superintendente de Atenção à Saúde, Andreis Vicente da Costa, foram presos na manhã desta quarta-feira (10) durante uma operação da Polícia Civil que investiga possíveis irregularidades relacionadas ao processo de terceirização das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da capital tocantinense.
As prisões são desdobramento das investigações sobre contratos envolvendo a gestão das unidades de saúde. Além dos dois gestores, a Polícia Civil procura a empresária Cláudia Fernanda Cândido da Silva, apontada nas investigações como suposta intermediadora das tratativas relacionadas ao contrato de terceirização.
Segundo a Prefeitura de Palmas, a Justiça autorizou que Dhieine Caminski e Andreis Vicente da Costa sejam conduzidos ao Batalhão do Comando-Geral da Polícia Militar, onde permanecerão até a realização da audiência de custódia.
Em nota, a administração municipal informou que acompanha o caso por meio da Procuradoria-Geral do Município e aguarda acesso às informações oficiais constantes nos autos para se manifestar sobre a investigação.
A gestão municipal também afirmou que os serviços da Secretaria Municipal de Saúde seguem funcionando normalmente e que não houve prejuízo ao atendimento da população. Conforme a prefeitura, as atividades das Unidades de Pronto Atendimento Sul e Norte continuam sendo realizadas regularmente.
A defesa da secretária informou que ainda não teve acesso integral ao material da investigação e, por isso, não possui condições de se manifestar sobre o mérito das acusações neste momento.
Os detalhes das suspeitas apuradas e os fundamentos das prisões ainda não foram divulgados oficialmente pelas autoridades responsáveis pela operação. A investigação segue em andamento.

