A pressão do senador Hiran Gonçalves, que preside a Federação União Progressistas em Roraima, para emplacar a esposa, Gerlane Baccarin (PL), como vice de Arthur Henrique (PL) na disputa pelo Governo de Roraima causa constrangimentos no Partido Liberal no estado e pode azedar a possível chapa puro-sangue na eleição.
A saia justa entre membros do PL em Roraima se intensificou no dia 22 deste mês, durante o evento que confirmou a candidatura do ex-prefeito de Boa Vista ao governo pelo partido. Ocorre que, durante a convenção, o senador Magno Malta telefonou para o senador Flávio Bolsonaro.
Na ligação, Flávio anunciou a indicação de Gerlane Baccarin como candidata a vice-governadora. A declaração teria caído como uma bomba porque, até então, o candidato era o subtenente Welton, ex-vereador de Boa Vista, eleito vice de Arthur na eleição suplementar de junho e considerado homem de confiança do ex-prefeito.
Poucas horas depois do evento, já na madrugada, o PL divulgou uma nota esclarecendo que a indicação de Gerlane representa um desejo pessoal do senador Flávio Bolsonaro, mas que a composição da chapa ainda não havia sido definida oficialmente.
Agora, o Portal O Fato apurou que a insistência do senador Hiran em colocar a esposa como vice pode provocar uma mudança na estratégia do PL. Segundo fontes ouvidas pela reportagem, caso a pressão continue, a legenda pode desistir da chapa puro-sangue — que inicialmente teria como vice o subtenente Welton — e passar a buscar um nome em outra sigla para compor a candidatura de Arthur Henrique.
Nos bastidores, a avaliação é de que a tentativa de emplacar Gerlane tem gerado desconforto entre integrantes do PL e pode influenciar diretamente na composição final da chapa majoritária.
Até o momento, o partido não anunciou oficialmente quem será o candidato a vice-governador. O partido tem até o dia 5 de agosto para homologar o nome do vice.

