Um levantamento divulgado nesta quarta-feira (20) pelo Instituto Imazon, em parceria com organizações da sociedade civil, aponta que a capital do Amapá, Macapá, está entre as cidades com os menores índices de qualidade de vida do país em 2026. Conforme os dados do Índice de Progresso Social (IPS), o município alcançou 59,65 pontos, ocupando a penúltima colocação entre as capitais brasileiras, à frente apenas de Porto Velho (RO), que registrou 58,59.
O estudo também revela um cenário de vulnerabilidade social no âmbito estadual. O Amapá obteve média de 58,10 pontos no ranking do IPS, posicionando-se entre os estados com pior desempenho nacional, reforçando desafios históricos relacionados ao acesso a serviços básicos, infraestrutura e políticas públicas na Região Norte.
Diferentemente de indicadores econômicos tradicionais, como o Produto Interno Bruto (PIB), o Índice de Progresso Social avalia aspectos diretamente relacionados ao bem-estar da população, incluindo acesso à saúde, educação, segurança, moradia, direitos e qualidade ambiental. A proposta do indicador é medir se o crescimento econômico se traduz, efetivamente, em melhores condições de vida para os cidadãos.
Norte e Nordeste concentram os piores indicadores
O levantamento aponta ainda uma forte concentração regional das menores notas do país. Das 20 cidades com pior qualidade de vida no Brasil, 19 estão localizadas nas regiões Norte e Nordeste, evidenciando desigualdades históricas relacionadas à oferta de serviços públicos e oportunidades socioeconômicas.
Entre as capitais com pior desempenho no IPS 2026 estão:
- Porto Velho: 58,59 pontos
- Macapá: 59,65 pontos
- Maceió: 61,96 pontos
- Salvador: 62,18 pontos
- Recife: 63,22 pontos
Desempenho dos municípios do Amapá
No recorte estadual, municípios do Amapá apresentaram desempenhos variados, mas em sua maioria abaixo da média nacional. Entre os destaques negativos estão Oiapoque, com 49,72 pontos, e Calçoene, com 50,41. Já a capital, Macapá, alcançou 59,65 pontos.
Outros municípios avaliados incluem Santana (58,84), Serra do Navio (59,41), Vitória do Jari (59,53), Laranjal do Jari (55,18), Porto Grande (51,86), Mazagão (53,13), Pedra Branca do Amapari (54,25), Pracuúba (52,26), Tartarugalzinho (51,79), Cutias (57,38), Itaubal (57,93) e Ferreira Gomes (57,95).
Além dos indicadores sociais, o IPS 2026 aponta que os estados da Região Norte também registraram os piores desempenhos nos indicadores ambientais. O dado chama atenção por contrariar a percepção de que a presença da Floresta Amazônica, por si só, garantiria melhores resultados em conservação ambiental e qualidade de vida.

