O Superior Tribunal de Justiça (STJ) condenou, nesta quarta-feira (6), o ex-governador do Acre, Gladson Camelí (PP), a 25 anos e nove meses de prisão pelos crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato, lavagem de dinheiro e fraude à licitação.
A decisão estabelece o cumprimento inicial da pena em regime fechado. No entanto, a condenação ainda não tem efeito imediato, uma vez que a defesa poderá apresentar recursos após a publicação do acórdão, que ainda não tem data definida.
A ação penal investiga a atuação de um suposto esquema criminoso voltado ao desvio de recursos públicos no Acre, por meio de fraudes em contratos e processos licitatórios. Segundo a acusação, as irregularidades teriam início em 2019 e causado prejuízo superior a R$ 16 milhões aos cofres públicos.
De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), a denúncia tem como base supostas irregularidades na licitação e na contratação da empresa Murano Construções Ltda., responsável por obras de engenharia viária e edificações no estado.
Inicialmente, o MPF estimava prejuízo superior a R$ 11 milhões. No entanto, pareceres técnicos da Controladoria-Geral da União (CGU) revisaram o valor, elevando o montante apontado nas investigações.
A defesa do ex-governador informou que deverá recorrer da decisão após a publicação do acórdão.


