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Pará registra queda de 51% nos alertas de desmatamento em março, aponta Inpe

Dados do Deter mostram que o Estado contabilizou 11 km² de áreas sob alerta, o menor índice para o mês desde 2019; no acumulado do Ano Prodes, a redução chega a 39%.

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O Estado do Pará registrou uma queda expressiva nos alertas de desmatamento em março de 2026, de acordo com dados do Sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter), que integra a estrutura oficial de monitoramento da vegetação nativa desenvolvida pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Segundo o levantamento, foram contabilizados 11 km² de áreas sob alerta no mês, o que representa uma redução de 51% em relação ao mesmo período de 2025, quando o total registrado foi de 22 km². O resultado é o menor para o mês de março desde 2019, dentro da série histórica, e reforça a tendência de queda observada nos últimos anos no Estado.

No acumulado do Ano Prodes, que considera o período entre agosto de 2025 e março de 2026, o Pará também apresentou redução de 39% na comparação com o ciclo anterior, mantendo a trajetória de diminuição dos índices.

No contexto da Amazônia Legal, o Estado também reduziu sua participação nos alertas regionais. Em março de 2025, o Pará respondia por 16% do total de alertas registrados na região. No mesmo mês de 2026, esse percentual caiu para 6%.

A governadora do Pará, Hana Ghassan, destacou o avanço dos resultados e atribuiu o desempenho ao fortalecimento das ações de monitoramento e fiscalização ambiental. Segundo ela, a redução nos indicadores demonstra um avanço consistente no controle do desmatamento, com foco em resultados concretos e sustentáveis.

O secretário de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade, Raul Protazio Romão, afirmou que os dados de março confirmam uma tendência contínua de redução dos alertas, tanto no recorte mensal quanto no acumulado do Ano Prodes. De acordo com ele, o resultado reflete o trabalho integrado entre monitoramento, inteligência e atuação em campo.

Os dados reforçam a estratégia adotada pelo Estado, baseada no acompanhamento contínuo por plataformas de monitoramento ambiental e na articulação com municípios prioritários, apontados como eixo central das ações. A medida contribui para a proteção da floresta e para a promoção do desenvolvimento sustentável no Pará.

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