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PF mira CEO da Fictor em operação que investiga fraudes de mais de R$ 500 milhões contra a Caixa

Operação Fallax cumpre 43 buscas e 21 prisões e apura esquema de estelionato e lavagem de dinheiro com bloqueio de bens

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A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quarta-feira, 25 de março, a Operação Fallax e incluiu como alvo o CEO do Grupo Fictor, Rafael de Gois, em investigação sobre um esquema de fraudes bancárias que pode ultrapassar R$ 500 milhões contra a Caixa Econômica Federal.

Segundo a PF, o grupo criminoso ao qual o executivo é ligado atuaria em fraudes contra a Caixa, além de praticar estelionato e lavagem de dinheiro. As investigações apontam para um esquema estruturado, com uso de pessoas físicas e jurídicas para movimentação e ocultação de recursos.

Ao todo, foram cumpridos 43 mandados de busca e apreensão e 21 de prisão preventiva, expedidos pela Justiça Federal de São Paulo. As ações ocorreram em cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia.

A Justiça também autorizou a quebra de sigilo bancário e fiscal de 33 pessoas físicas e 172 empresas, além de medidas para rastreamento de ativos financeiros. Houve ainda bloqueio e sequestro de bens, como imóveis, veículos e valores em contas, até o limite de R$ 47 milhões.

De acordo com a PF, o objetivo das medidas é interromper a atuação do grupo e reduzir sua capacidade financeira.

Em nota, o Grupo Fictor informou que houve busca e apreensão na residência de Rafael de Gois e que apenas o celular do executivo foi recolhido. A empresa afirmou que irá se manifestar após ter acesso ao conteúdo da investigação.

“Foi realizada hoje diligência de busca e apreensão na residência de Rafael Góis, CEO da Fictor, no âmbito de investigação conduzida pela Polícia Federal. Apenas o seu celular foi apreendido”, diz o comunicado.

O nome da Fictor também aparece em investigações relacionadas ao Banco Master. Em novembro do ano passado, a holding anunciou a compra da instituição um dia antes da detenção do empresário Daniel Vorcaro pela Polícia Federal, no Aeroporto de Guarulhos.

Atualmente, o Banco Master está em processo de liquidação extrajudicial conduzido pelo Banco Central.

Veja também:

Empresa internacional rebaixa nota do BRB após crise do Banco Master e incerteza sobre capitalização

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