A morte da professora e ex-gestora pública Ângela Neves Bulbol de Lima, de 65 anos, passou a ser investigada como homicídio culposo após ela ser atropelada dentro de um condomínio na zona Centro-Sul de Manaus. A condutora do veículo foi autuada em flagrante, e o inquérito tramita na Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), da Polícia Civil do Amazonas.
O atropelamento ocorreu no dia 20 de fevereiro. Ângela foi socorrida, mas morreu dois dias depois em decorrência dos ferimentos. Nos últimos dias, vídeos do momento do acidente passaram a circular em redes sociais e aplicativos de mensagens.
Diante da divulgação das imagens, o filho da vítima publicou nota de repúdio, questionando a exposição do material e defendendo que o contexto completo dos fatos seja considerado.
“Fomos surpreendidos por conteúdos divulgados nas redes e em portais, inclusive imagens que, segundo informado, deveriam estar sob investigação […] Há trechos que não aparecem na versão que está circulando. No registro integral, é possível visualizar elementos importantes da cena, como a lombada em frente à nossa casa. Por isso, acreditamos que todo o contexto precisa ser considerado antes de qualquer conclusão”, afirmou.
Na manifestação, o familiar também criticou a circulação do conteúdo durante o período de luto da família.
“Em um momento de dor profunda para a nossa família, a exposição de conteúdo fora de contexto apenas aumenta o sofrimento… A verdadeira covardia não está na dor de um filho que busca respostas, mas na tentativa de distorcer fatos, silenciar questionamentos ou fugir da responsabilidade moral que uma tragédia como essa impõe”, pontuou.
O filho declarou ainda que a família não pretende divulgar imagens que estejam sob eventual sigilo e que respeitará o andamento das investigações. “Não faremos ataques pessoais nem julgamentos públicos… Confiamos no trabalho da polícia, na Justiça do nosso Estado e, acima de tudo, em Deus. Que tudo seja apurado com rigor. Que eventuais responsabilidades sejam reconhecidas dentro da lei. E que a verdade prevaleça”, disse.
A Polícia Civil informou que o caso é tratado como homicídio culposo, quando não há intenção de matar. A investigação reúne depoimentos, laudos periciais e registros de trânsito para esclarecer a dinâmica do atropelamento.
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