A Prefeitura de Bonfim firmou um novo contrato com a João de Barro Comércio e Serviços LTDA-EPP, empresa investigada pela Polícia Federal (PF), no valor de R$ 1.133.999,42, para serviços de manutenção e recuperação da iluminação pública urbana e indígena. O resultado consta no Pregão Presencial SRP nº 023/2025, publicado no Diário Oficial dos Municípios de Roraima (DOM-RR) desta terça-feira. 11.
O processo, registrado sob o nº 132/2025, prevê Registro de Preços para futura e eventual contratação, o que permite à prefeitura utilizar os valores conforme a demanda. O edital estimava custo de R$ 1.226.485,75 para o lote único, vencido pela João de Barro, sediada em Boa Vista sob o CNPJ 04.382.316/0001-46.
A empresa é a mesma que acumulou mais de 50 contratos durante a gestão do ex-prefeito Joner Chagas (Republcianos), totalizando mais de R$ 93 milhões, incluindo um acordo de R$ 60 milhões para manutenção da iluminação pública. A atuação da João de Barro no município se tornou alvo da Polícia Federal após denúncias de fraudes em licitações, saques em espécie e pagamento de propina a servidores.
As investigações resultaram na prisão de Cleber da Costa Gonçalves, irmão do proprietário da empresa, do então presidente da Comissão de Licitação de Bonfim, Cirilo Francis de King Campos Júnior, e de Aluízio Rodrigues de Menezes, motorista do prefeito à época.
A PF apura ainda irregularidades relacionadas a contratos para eventos culturais, como os Festejos de Bonfim, incluindo um acordo de R$ 2,5 milhões apontado como suspeito. A empresa também recebeu R$ 1,6 milhão da prefeitura poucos dias antes da operação policial, sem registro no Portal da Transparência.
Fora de Bonfim, a João de Barro também firmou contratos com outras prefeituras. Em Amajari, por exemplo, a gestão da prefeita Núbia Lima prorrogou em março o contrato para reforma da UBS Três Corações, publicado no Diário Oficial apenas oito meses depois. O aditivo não alterou valores, apenas o prazo de execução.
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Prefeita de Amajari prorroga contrato com empresa investigada pela PF oito meses antes da publicação
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