A aplicação de recursos da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) em Ananindeua passou a ser alvo de denúncias feitas por artistas, produtores culturais e integrantes do Conselho Municipal de Cultura. As queixas apontam possíveis falhas na execução dos editais e dificuldade de acesso a informações sobre a destinação dos valores.
Segundo os relatos, mais de R$ 3 milhões voltados ao setor cultural no município teriam sido concentrados em um número reduzido de projetos. O modelo de distribuição adotado pela Secretaria Municipal de Cultura (Secult) é questionado por parte da classe artística, que cobra mais clareza nos critérios utilizados.
Os denunciantes afirmam que não conseguem acessar documentos básicos do processo, como atas de reuniões, listas completas de aprovados e detalhes das avaliações. A ausência dessas informações, segundo eles, dificulta o acompanhamento da execução dos recursos públicos e amplia a desconfiança sobre a gestão da política cultural.
As críticas também alcançam reuniões do Conselho Municipal de Cultura, onde conselheiros relatam episódios de tensão durante debates sobre a PNAB. Há registros de reclamações sobre a postura de representantes da pasta ao serem questionados sobre a distribuição das verbas.
Entre as denúncias, artistas citam episódios em que membros da sociedade civil teriam sido destratados pelo secretário municipal de Cultura, Breno Mesquita, e pelo diretor jurídico da secretaria, Cássio Lameira, durante discussões sobre a condução dos editais.
Diante do cenário, agentes culturais passaram a cobrar atuação dos órgãos de controle para verificar a aplicação dos recursos e a regularidade dos processos de seleção.
O Roma News procurou a Secretaria Municipal de Cultura de Ananindeua para comentar as denúncias, esclarecer os critérios de distribuição dos recursos da PNAB e se posicionar sobre as acusações envolvendo integrantes da gestão, e aguarda resposta.


