InícioAmazônia LegalTocantinsMPTO recomenda exoneração de familiares nomeados pela prefeita de Alvorada do Tocantins

MPTO recomenda exoneração de familiares nomeados pela prefeita de Alvorada do Tocantins

Prefeita tem dez dias para afastar parentes em cargos de confiança sob pena de ação por improbidade

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O Ministério Público do Tocantins (MPTO) recomendou à prefeita de Alvorada do Tocantins, Thaynara Melo (União Brasil), a exoneração de sete familiares ocupando cargos na administração municipal. A medida foi formalizada no último dia 17 pelo promotor André Felipe Santos Coelho, que apontou prática de nepotismo.

A investigação teve início em março, após denúncia anônima relatando a nomeação de parentes diretos e indiretos da prefeita em diferentes secretarias e departamentos. O documento mencionava também vínculos entre Executivo e Legislativo por meio da ocupação de funções por familiares de vereadores e secretários.

Entre os nomes citados estão Alan Geraldo Moura, pai da prefeita e secretário de Infraestrutura, com salário de R$ 6,5 mil; Odenildes Rocha Gomes, madrasta, que passou de chefe de gabinete a secretária de Assistência Social, também com R$ 6,5 mil; e Karen Muniz Marques, cunhada, que exerceu cargos como diretora de Saúde, controladora-geral e diretora de Indústria e Comércio.

O MPTO incluiu ainda na recomendação a exoneração de Gilmendes de Souza Fernandes, tio da prefeita e diretor de Esporte, Lazer e Turismo; Nilvana de Melo Muniz, tia e professora da rede municipal; Maria Cristina França Silva de Melo, também tia, nomeada assistente social; além de Liandra Viana Rosa, esposa do secretário de Saúde, contratada como farmacêutica.

Na recomendação, o promotor destacou que a prática viola os princípios constitucionais da legalidade, moralidade e impessoalidade, configurando ato de improbidade administrativa. A Súmula Vinculante nº 13 do Supremo Tribunal Federal foi citada como base legal para a vedação de nomeações de parentes até o terceiro grau em cargos de confiança.

A prefeita terá dez dias para apresentar ao Ministério Público a comprovação das exonerações. Caso a recomendação não seja cumprida, a promotoria poderá ajuizar ação civil pública por improbidade administrativa, incluindo pedido de afastamento imediato dos nomeados.

Além da exoneração, o MPTO orientou que o município adote mecanismos de controle interno para evitar novas nomeações de parentes sem comprovação de qualificação técnica.

Veja o documento:

Saiba mais:

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