InícioRoraimaJustiça condena ex-governadora de Roraima, Suely Campos, por improbidade

Justiça condena ex-governadora de Roraima, Suely Campos, por improbidade

Publicado em

A ex-governadora de Roraima, Suely Campos, foi condenada pela Justiça estadual por improbidade administrativa ao atrasar repasses de valores referentes às receitas de ICMS devidos à prefeitura de Boa Vista.

Segundo a Ação Civil Pública do Ministério Público do Estado de Roraima (MPRR), ajuizada pelo Promotor de Justiça, Luiz Antônio Araújo de Souza, os atrasos nos repasses ocorreram nos anos de 2016, 2017 e 2018.

“Fato incontroverso do presente feito é que houve atrasos nos repasses de verbas oriundas do ICMS para os Municípios, principalmente, da Capital Boa Vista. Como bem salientado pelo Parquet, a ausência de repasses de verbas constitucionais são causa inclusive de intervenção federal, o que acabou acontecendo no Estado de Roraima. A meu ver, restou violado o princípio da legalidade”, argumentou o juiz, Guilherme Versiani Fonseca, da 1ª Vara da Fazenda Pública, em sentença proferida no último dia 30 de maio.

De acordo com a sentença, Suely Campos terá de pagar multa e está proibida de contratar com o poder público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócia majoritária, pelo prazo de 4 anos.

A ex-governadora de Roraima já tinha recebido outra sentença condenatória em 29 de março deste ano, também por improbidade administrativa. Neste caso, ela e a filha, Danielle Silva Ribeiro Campos Araújo, foram condenadas por nomearem o ex-Governador, Neudo Campos,  para o exercício de cargo público (Consultor Especial da Governadoria), mesmo ele tendo diversas condenações criminais e cíveis por improbidade, fato que o impediu de ser candidato, estando em prisão domiciliar.

“O fato de não ser a atividade remunerada não quer dizer que qualquer pessoa pode ser contratada, sendo certo que seja quem for, não pode estar, em hipótese alguma, impedido de assumir qualquer outro cargo em razão de condenações criminais e/ou de improbidade administrativa. Assim, é possível concluir que a conduta das requeridas violou os princípios da lealdade e moralidade administrativas”, destacou o magistrado na sentença.

Foto: Divulgação 

spot_img

Últimos Artigos

Pagamento do IPVA no Pará com desconto de até 15% vence na segunda-feira (4)

A Secretaria da Fazenda do Pará (Sefa) informa aos proprietários de veículos automotores com...

Oito dos 11 parlamentares do Amazonas votaram pela redução de penas em atos golpistas

Dos 11 parlamentares que representam o Amazonas em Brasília, oito votaram pela derrubada do...

Empregos formais no Pará somam quase 3 milhões de admissões desde 2019

Celebrado em 1º de maio, o Dia do Trabalhador é lembrado no Pará por...

Como votaram os parlamentares do Pará na derrubada de veto do PL que libera criminosos dos atos golpistas de 2023

Dos 20 parlamentares que compõem a bancada do Pará no Congresso Nacional, a maioria...

Mais como este

Pagamento do IPVA no Pará com desconto de até 15% vence na segunda-feira (4)

A Secretaria da Fazenda do Pará (Sefa) informa aos proprietários de veículos automotores com...

Oito dos 11 parlamentares do Amazonas votaram pela redução de penas em atos golpistas

Dos 11 parlamentares que representam o Amazonas em Brasília, oito votaram pela derrubada do...

Empregos formais no Pará somam quase 3 milhões de admissões desde 2019

Celebrado em 1º de maio, o Dia do Trabalhador é lembrado no Pará por...