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Governo anuncia reformas de R$ 1 milhão em escolas indígenas de Roraima após até 20 anos sem reparos

Obras nas escolas Tuxaua Luiz Cadete e Sizenando Diniz começam no dia 10 e incluem intervenções nas redes elétrica e hidráulica, telhado, banheiros, climatização e mobiliário

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O Governo de Roraima anunciou a reforma geral de duas escolas estaduais indígenas localizadas nas comunidades Canauanim e Malacacheta. As obras nas unidades Tuxaua Luiz Cadete e Sizenando Diniz somam cerca de R$ 1 milhão e devem começar no próximo dia 10, sem a suspensão das aulas.

As ordens de serviço foram emitidas nesta quarta-feira (2). De acordo com o Governo do Estado, a reforma da Escola Estadual Indígena Tuxaua Luiz Cadete, na comunidade Canauanim, está orçada em R$ 442 mil. Já os serviços na Escola Estadual Indígena Sizenando Diniz, na comunidade Malacacheta, estão estimados em R$ 565 mil.

Os recursos são provenientes do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), com contrapartida do Governo de Roraima.

As intervenções previstas incluem pintura, manutenção das instalações elétricas e hidráulicas, substituição do telhado, novas instalações sanitárias e troca de louças, além de outros serviços na estrutura física. As duas escolas também deverão receber mobiliário e climatização.

A previsão informada pelo Estado é de que as reformas sejam concluídas em até 12 meses.

A secretária estadual de Educação e Desporto, Ana Célia Paz, e a secretária adjunta de Educação Escolar Indígena, Jane Alice Manduca, estiveram nas comunidades para comunicar o início das intervenções e orientar as equipes das escolas. A visita também contou com técnicos do Departamento de Engenharia e Obras da Secretaria de Infraestrutura (Seinf).

Segundo Ana Célia, as unidades precisarão reorganizar temporariamente parte dos espaços para permitir a realização das obras e, ao mesmo tempo, manter o calendário escolar.

“Nós estamos orientando os gestores escolares dessas unidades de ensino, de que em breve a empresa irá entrar para fazer a revitalização das escolas e como eles deverão proceder para dar continuidade às atividades letivas ao mesmo tempo em que eles vão desocupar parcialmente os prédios escolares”, afirmou.

Durante as reformas, algumas salas serão liberadas para os serviços, enquanto outros ambientes das próprias escolas e das comunidades serão utilizados para a continuidade das atividades pedagógicas.

Escola não recebe reparos há mais de 20 anos

Criada em 1964, a Escola Estadual Indígena Tuxaua Luiz Cadete atende atualmente 475 estudantes dos povos Wapichana e Macuxi de comunidades da região. A unidade possui 68 profissionais e, segundo as informações divulgadas pelo Governo, não recebe reparos em sua estrutura física há mais de 20 anos.

O gestor da escola, Valderício de Lima, afirmou que a intervenção era aguardada pela comunidade.

“Nós estamos bastante alegres diante da secretária de Educação, de ela ter visitado a Escola Tuxaua Luiz Cadete e a Comunidade Canauanim. Para nós é uma satisfação estar com o grupo do Governo, receber essa equipe e saber da notícia da reforma da escola”, declarou.

Problemas elétricos na Sizenando Diniz

Na comunidade Malacacheta, a Escola Estadual Indígena Sizenando Diniz foi criada em 1953 e passou a funcionar em Tempo Integral no ano passado, após consulta e aprovação da comunidade indígena.

A escola possui 410 estudantes dos ensinos Fundamental e Médio, pertencentes ao povo Wapichana, além de 58 professores e servidores de apoio. Conforme as informações divulgadas, a última reforma ocorreu há 16 anos.

Entre os problemas relatados na unidade estão as condições das instalações elétricas. A estrutura atual não teria capacidade suficiente para atender à demanda da escola e as salas de aula não possuem iluminação adequada. A limitação da rede elétrica também afeta o funcionamento de aparelhos de ar-condicionado e ventiladores.

A professora Valéria Ambrósio, que trabalha na Sala de Recursos Multifuncionais, relatou que a reforma era aguardada pela comunidade escolar.

“Esse tempo todo precisando de reforma, tanto na parte da fiação elétrica, em todo sentido. Esse anúncio é recebido com muita alegria e entusiasmo. Estávamos há muito tempo sem nenhuma reforma”, afirmou.

Professora da unidade há 31 anos, Nilzimara de Souza também relatou dificuldades provocadas pelo calor durante as atividades escolares.

“Eu trabalho aqui desde 1995 então a gente vem acompanhando esses alunos com dificuldade. Já aconteceu de aluno desmaiar com o calor. Então agora é hora de a gente receber essa reforma da escola”, disse.

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