O Governo de Roraima realizou, na tarde desta segunda-feira (29), uma nova operação de remoção aeromédica para transportar uma criança indígena em estado de urgência da comunidade Paranã, localizada no município de Uiramutã, até Boa Vista. O paciente, um bebê de aproximadamente sete meses de idade, apresentava dificuldades respiratórias e foi encaminhado para atendimento médico especializado na capital.
A operação utilizou o helicóptero AW119 Koala, aeronave originalmente adquirida para o transporte do Executivo estadual e atualmente destinada também a missões de saúde pública, segurança pública, defesa civil, resgates e atendimentos em áreas de difícil acesso.
Antes da remoção, a criança recebeu os primeiros atendimentos da equipe do Distrito Sanitário Especial Indígena Leste (Dsei-Leste). Em razão da gravidade do quadro clínico, foi solicitada a transferência imediata para uma unidade hospitalar de maior complexidade.
Segundo o comandante da Companhia de Busca e Salvamento do Corpo de Bombeiros Militar de Roraima (CBMRR), primeiro-tenente Paulo Machado, a rapidez no atendimento foi determinante para a operação, realizada no âmbito da Operação Apoio Imediato.
“Essa é uma resposta que precisa ser muito rápida. Fomos acionados às 14h40 e, às 15h15, a aeronave já estava no ar. Assim que chegamos à comunidade, realizamos o embarque imediato para reduzir ao máximo o tempo até o atendimento especializado. Nosso objetivo é sempre diminuir esse tempo-resposta e salvar vidas”, afirmou.
O comandante da aeronave de resgate, Wagner Assis, destacou que o regime de prontidão adotado durante o período de emergência no Estado tem permitido maior agilidade nas missões.
“Como o Estado está em regime emergencial, trabalhamos em prontidão. Após o acionamento, em cerca de 28 minutos a aeronave já estava decolando. Esse trabalho integrado entre a equipe de manutenção, Defesa Civil e Corpo de Bombeiros é essencial para que possamos atender ocorrências como essa com rapidez”, explicou.
De acordo com Assis, o aumento dos casos de problemas respiratórios em crianças durante este período reforça a importância da estrutura aérea disponível para atender comunidades isoladas.
“A criança já havia recebido o primeiro atendimento do Dsei. Como se tratava de uma urgência, a remoção precisava ocorrer o mais rápido possível. A comunidade de Paranã fica em uma região de difícil acesso, o que torna o emprego da aeronave indispensável”, ressaltou.
Esta foi a segunda remoção aeromédica realizada pelo Governo de Roraima em um intervalo de três dias. No último sábado (27), outra criança indígena foi resgatada na comunidade Manalai, também no município de Uiramutã.
Desde que o helicóptero passou a ser empregado em missões humanitárias, o Governo do Estado informa que já foram realizadas pelo menos seis operações de resgate em localidades remotas, ampliando o acesso da população ao atendimento de urgência em regiões de difícil acesso.

