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Operação Zona Íntima prende suspeito de divulgar conteúdo íntimo sem autorização em Ananindeua

Segunda fase da ação da Polícia Civil cumpriu mandados de prisão e busca e apreensão; aparelhos eletrônicos foram recolhidos para perícia.

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A Polícia Civil do Pará deflagrou, na manhã desta quarta-feira (10), a segunda fase da Operação Zona Íntima no município de Ananindeua, na Região Metropolitana de Belém. A ação foi coordenada pela Divisão de Combate a Crimes Contra Grupos Vulneráveis Praticados por Meios Cibernéticos (DCCV), vinculada à Diretoria Estadual de Combate a Crimes Cibernéticos (DECCC).

A operação teve como objetivo cumprir mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão contra um homem investigado por divulgar conteúdo íntimo sem autorização em ambiente virtual. A vítima é uma mulher residente em Ananindeua.

De acordo com a delegada Géssica Araruna, titular da DCCV e responsável pelas investigações, o suspeito já havia sido responsabilizado anteriormente em apuração policial relacionada aos mesmos fatos e à mesma vítima.

Durante o andamento das investigações, a Polícia Civil identificou novos elementos que apontam para a continuidade da prática criminosa. Segundo a delegada, as novas evidências indicam a repetição da divulgação não autorizada de conteúdo íntimo, ampliando a exposição da vítima e causando prejuízos à sua dignidade, privacidade e integridade psicológica.

A corporação informou que a primeira fase da Operação Zona Íntima foi realizada em maio de 2026, no município de Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul. Já a ação desta quarta-feira integra uma investigação autônoma, que apura fatos distintos, mas relacionados ao mesmo contexto criminal e ao mesmo modo de atuação dos investigados.

Durante o cumprimento das medidas judiciais, foram apreendidos dois aparelhos celulares e um disco rígido (HD) pertencentes ao suspeito. Os materiais serão submetidos à perícia técnica especializada para auxiliar no esclarecimento dos fatos investigados.

Após o cumprimento das ordens judiciais, o investigado foi encaminhado à autoridade policial para os procedimentos legais e permanecerá à disposição da Justiça.

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