A Marinha do Brasil abriu um Inquérito Policial Militar para investigar a atuação de um suposto médico sem formação concluída dentro de um hospital militar em Belém. O caso colocou sob apuração a participação do investigado em atividades médicas enquanto ainda estaria vinculado ao serviço militar obrigatório.
A investigação começou após informações encaminhadas por outros órgãos à instituição militar. Diante da denúncia, a Universidade Federal do Pará e a Junta Militar de Recrutamento foram acionadas para prestar esclarecimentos sobre a situação acadêmica e militar do investigado.
Em nota oficial, a Marinha informou que conduz as apurações “de forma criteriosa e responsável”, seguindo os parâmetros previstos na legislação. A instituição também afirmou manter compromisso com a legalidade, a transparência e a ética durante o andamento do procedimento interno.
O caso também mobilizou o Conselho Regional de Medicina do Estado do Pará. O órgão informou que denúncias relacionadas ao exercício ilegal da medicina devem ser investigadas pelas autoridades policiais, cabendo à Polícia Civil apurar eventual responsabilidade criminal dos envolvidos.
Segundo o CRM-PA, a atuação do conselho se restringe à fiscalização ética e profissional de médicos regularmente inscritos na entidade. A autarquia não detalhou se houve comunicação formal sobre o investigado ou eventual procedimento administrativo relacionado ao caso.
A identidade do suspeito não foi divulgada oficialmente até o momento. A Marinha também não informou em qual unidade hospitalar militar a suposta atuação ocorreu nem quais funções teriam sido exercidas pelo investigado dentro da estrutura de saúde da corporação.
O caso segue em investigação.

