A vereadora de Belém, Vivi Reis (PSOL), criticou a aprovação de mudanças na composição do Comitê Gestor de Riscos e Desastres do Município, após a base governista na Câmara Municipal aprovar a retirada de representantes da sociedade civil e de instituições científicas do colegiado.
Em publicação nas redes sociais, a parlamentar afirmou que a medida, atribuída ao prefeito Igor Normando, exclui da composição do comitê representantes da sociedade civil, do Serviço Geológico do Brasil (SGB) e da Universidade Federal do Pará (UFPA), que participava por meio do Instituto de Geociências, do Núcleo de Altos Estudos Amazônicos (NAEA) e do Núcleo de Meio Ambiente (NUMA).
Segundo Vivi Reis, a alteração concentra a gestão do comitê exclusivamente nas mãos de órgãos municipais, eliminando contribuições técnicas e científicas consideradas estratégicas para o enfrentamento de riscos e desastres urbanos.
“A base governista aprovou hoje mudança na composição do Comitê Gestor de Riscos e Desastres do Município, retirando a participação da sociedade civil, do Serviço Geológico do Brasil e da UFPA”, escreveu a vereadora.
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A parlamentar também criticou a exclusão da participação popular no debate sobre políticas de prevenção e resposta a eventos climáticos extremos. Para ela, a retirada de especialistas e representantes comunitários ocorre em um momento de agravamento dos impactos causados por alagamentos em Belém.
“Belém tem sido cada vez mais impactada por alagamentos, o que demonstra a importância da participação permanente de instituições científicas e de representação das comunidades mais atingidas no Comitê Gestor”, afirmou.
Até o momento, a Prefeitura de Belém não se manifestou oficialmente sobre as críticas relacionadas à reformulação do colegiado.

