O avanço do lixo pelas ruas de Ananindeua começou a mudar a rotina de moradores em vários bairros da cidade. Em algumas áreas, sacos de resíduos já ocupam calçadas, avançam sobre a pista e espalham mau cheiro em meio ao aumento de ratos, baratas e mosquitos. A situação ganhou força nos últimos dias com a paralisação de trabalhadores da limpeza urbana que cobram pagamentos atrasados e benefícios da empresa responsável pelo serviço.
Na passagem São João, no bairro Atalaia, moradores relatam que o caminhão de coleta não aparece há cerca de duas semanas. Em um condomínio com aproximadamente 200 pessoas, o espaço usado para armazenar o lixo já não comporta mais o volume acumulado. Parte dos resíduos passou a ser deixada na rua diante da falta de alternativa para os moradores.
O cenário também se repete em outros pontos da cidade. Na rodovia Transcoqueiro e na área do canal do Ariri, moradores afirmam que a coleta não ocorre há mais de dez dias. Em uma rotatória próxima ao canal, o acúmulo de resíduos transformou o local em um ponto de descarte irregular, com lixo doméstico e materiais despejados por carroceiros.
Paralisação agravou situação
Os problemas no serviço ficaram mais evidentes após a paralisação de funcionários de uma das empresas contratadas pela Prefeitura de Ananindeua para executar a limpeza urbana. O movimento começou na segunda-feira (11), segundo o sindicato que representa os trabalhadores.
De acordo com a categoria, os funcionários cobram pagamentos de horas extras, vale-refeição e outros benefícios trabalhistas. Os trabalhadores afirmam ainda que tentativas de negociação não tiveram avanço até o momento.
Enquanto não há previsão para normalização da coleta, moradores relatam preocupação com os impactos na saúde pública. Além do mau cheiro, o acúmulo de lixo tem atraído insetos e aumentado o risco de proliferação de doenças em áreas residenciais da cidade.
Em alguns bairros, pedestres passaram a dividir espaço com veículos porque os resíduos já ocupam parte das vias. A população também reclama da ausência de informações sobre quando o serviço deve ser retomado de forma integral.


