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Para não entregar o governo ao vice, Marcos Rocha afirma que não vai se candidatar ao Senado

Governador fala em traição, diz que não confia mais no vice Sérgio Gonçalves e explica por que decidiu concluir o mandato

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O governador de Rondônia, Marcos Rocha (União Brasil), afirmou durante entrevista à SIC TV que não deixará o cargo para disputar o Senado em 2026. A decisão, segundo ele, está diretamente ligada ao rompimento político com o vice-governador Sérgio Gonçalves (União Brasil), a quem diz não confiar mais. Rocha classificou o episódio como uma quebra irreversível de confiança e repetiu que não entregará o governo a alguém que considera ter agido contra ele.

Ao explicar o motivo central, o governador foi direto. “É muito difícil eu querer entregar o governo do Estado de Rondônia nas mãos de alguém que me traiu. Se traiu a mim, vai trair a população também”, afirmou. Rocha disse que o episódio decisivo ocorreu quando o vice acionou a Justiça para tentar impedir que ele continuasse respondendo pelo governo durante viagem oficial a Israel.

O governador relatou que esperava diálogo e não a judicialização. “A primeira coisa que eu faria seria perguntar: governador, é isso mesmo que o senhor quer fazer?”, disse ao comentar que não foi procurado pelo vice antes da ação. Ele declarou que, a partir desse episódio, percebeu que “não tinha mais como confiar” e que a relação política deixou de ter estabilidade.

Rocha também lembrou que foi um dos principais defensores da escolha de Sérgio Gonçalves para compor a chapa de reeleição. “Eu briguei com as pessoas por isso, eu acreditava nele, ele trabalhou direitinho como secretário e eu quis que fosse meu vice”, afirmou. A mudança de postura, segundo ele, ocorreu apenas depois da disputa interna envolvendo a proposta de emenda constitucional sobre o exercício remoto do cargo.

Entrega de obras

Além da questão política, o governador citou motivos administrativos para permanecer. Ele disse que pretende concluir projetos considerados prioritários antes do fim do mandato, especialmente o novo hospital estadual.

“Eu sonho com isso todos os dias”, declarou ao explicar que a obra atrasou por causa da pandemia e do rompimento de contrato com a empresa responsável pela construção.

Ao longo da entrevista, ele também destacou avanços em educação, segurança e saúde como motivações para concluir o mandato. Lembrou investimentos nos salários das forças de segurança, melhorias no Hospital João Paulo II, no Hospital de Base e no sistema prisional, além da redução das filas de cirurgias eletivas.

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