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Zé Haroldo celebra derrubada do veto que exigia reavaliação periódica para idosos e pessoas com deficiência permanente

Parlamentar destacou que exigência de laudos repetitivos dificulta acesso a direitos garantidos

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O deputado federal Zé Haroldo Cathedral (PSD-RR) atuou diretamente pela derrubada do Veto 38/2024, rejeitado pelo Congresso Nacional nesta terça-feira (17). O veto presidencial incidia sobre o Projeto de Lei nº 5.332/2023, que dispensa aposentados e beneficiários com deficiências permanentes da obrigatoriedade de se submeterem a reavaliações periódicas no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A proposta altera a Lei de Benefícios da Previdência Social e a Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS). O texto havia sido aprovado pelo Congresso, mas foi vetado integralmente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na justificativa, o governo alegou que a medida contrariaria a abordagem biopsicossocial prevista em lei, que considera fatores clínicos, sociais e ambientais na avaliação da deficiência.

Zé Haroldo, membro titular das Comissões de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência e dos Direitos da Pessoa Idosa na Câmara dos Deputados, criticou o veto e afirmou que a medida representava um entrave ao acesso a direitos já garantidos. “Não há justificativa para exigir que pessoas com deficiência permanente passem por laudos repetitivos. Além de ser injusto, o sistema não tem estrutura para atender essas demandas com eficiência”, declarou.

Segundo o deputado, a medida atingia diretamente famílias que lidam com doenças graves e deficiências irreversíveis. “É desumano obrigar essas pessoas a enfrentar longas filas e processos burocráticos para manter benefícios essenciais. A derrubada do veto é uma resposta a essa realidade”, afirmou.

Com a decisão do Congresso, o texto aprovado será mantido. Para Zé Haroldo, isso representa um avanço importante na garantia de direitos. “Nosso papel é eliminar barreiras e ampliar o acesso às políticas públicas. Essa vitória reafirma o compromisso com a dignidade, a inclusão e a cidadania plena”, concluiu.

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