dezembro 15, 2025
InícioParáTSE rejeita pedido desfiliação de Alessandra Haber do MDB por falta de...

TSE rejeita pedido desfiliação de Alessandra Haber do MDB por falta de provas de perseguição política

Publicado em

A deputada federal Alessandra Haber (MDB-PA) teve seu pedido de desfiliação partidária negado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A parlamentar solicitou autorização para deixar o MDB sem perder o mandato, alegando sofrer perseguição política e discriminação dentro do partido.

De acordo com o requerimento, a deputada afirmou que as represálias começaram após o rompimento político de seu marido, o prefeito de Ananindeua, com o MDB, para concorrer à reeleição pelo PSB.

Entre as evidências apresentadas, Alessandra destacou sua destituição da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), a falta de resposta a e-mails enviados ao partido, sua designação como suplente em comissões, e uma ação eleitoral movida contra ela por suposta propaganda irregular nas eleições de 2024.

TSE concluiu que não havia provas concretas

Na decisão, o TSE concluiu que não havia comprovação concreta de grave discriminação política pessoal ou censura, elementos exigidos pela legislação para justificar a desfiliação com manutenção do mandato. O tribunal ressaltou que as situações relatadas pela deputada não configuraram um ambiente insustentável no MDB.

Sobre as alegações, o tribunal apontou que a exclusão da CCJ, embora relevante, não era suficiente para demonstrar perseguição política. Alessandra segue como titular na Comissão Especial sobre Acumulação de Cargo de Professor e suplente em outras comissões, como as de Saúde e de Finanças e Tributação.

A ação eleitoral citada pela deputada, movida pelo MDB por suposta propaganda irregular, também foi analisada pelo TSE. O tribunal considerou o processo um exercício legítimo do direito de ação por parte do partido, sem indícios de retaliação. A ação inclui outros réus, como o candidato a prefeito de Ananindeua pelo PSB, Daniel Barbosa Santos, e a rede social Facebook.

O TSE avaliou ainda outras evidências apresentadas, como a falta de resposta a e-mails e as mudanças nas comissões parlamentares, concluindo que elas não configuram perseguição ou discriminação política grave. Por isso, o pedido de tutela de urgência foi negado.

spot_img

Últimos Artigos

Após derrota no STF, deputada Carla Zambelli renuncia ao mandato

Neste domingo (14), a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) renunciou ao cargo. A informação...

Pastor Jonatas Câmara faz oração para Wilson Lima “brilhar em Brasília”

Neste sábado (13), o governador do Amazonas, Wilson Lima (União Brasil), foi alvo de...

Pará registra menor índice de alertas de desmatamento da série histórica e reduz área em 51% em 2025

O Pará registrou, entre agosto e novembro de 2025, o menor índice de alertas...

Solto por “agravamento de saúde”, ex-prefeito investigado por desvio de R$ 40 milhões surge animado em aniversário

O ex-prefeito de Bonfim, Joner Chagas (Republicanos), compareceu ao aniversário do vice-governador Edilson Damião...

Mais como este

Após derrota no STF, deputada Carla Zambelli renuncia ao mandato

Neste domingo (14), a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) renunciou ao cargo. A informação...

Pastor Jonatas Câmara faz oração para Wilson Lima “brilhar em Brasília”

Neste sábado (13), o governador do Amazonas, Wilson Lima (União Brasil), foi alvo de...

Pará registra menor índice de alertas de desmatamento da série histórica e reduz área em 51% em 2025

O Pará registrou, entre agosto e novembro de 2025, o menor índice de alertas...