O município de Pacaraima, situado ao Norte de Roraima, enfrenta uma situação crítica devido a região contar com apenas um posto de combustível. Com uma população estimada em 19 mil habitantes e um fluxo migratório constante de venezuelanos devido à sua localização na fronteira, o único posto da cidade enfrenta diariamente longas filas de carros em busca de abastecimento.
Essa alta demanda na sede do município tem um impacto direto nas comunidades indígenas da região, que frequentemente sofrem com a escassez de combustível. Em algumas dessas localidades, o combustível não é usado apenas para abastecer veículos, mas também para alimentar geradores de energia.
Segundo informações obtidas pelo O Fato, existe um posto móvel que poderia atender às necessidades das comunidades mais afastadas. No entanto, um obstáculo burocrático impede sua operação: o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) não concedeu a licença necessária para o funcionamento da estrutura.
Além da licença do Ibama, o posto móvel também depende de permissões da Prefeitura de Pacaraima para iniciar suas atividades. De acordo com fontes, o prefeito Juliano Torquato (Republicanos) está ciente da situação, mas até o momento não tomou medidas significativas para resolver o problema.“Ele sabe de toda essa situação, mas não se move para buscar uma solução”, disse.
A reportagem tentou contato com o Ibama e a Prefeitura de Pacaraima em busca de respostas, mas até o fechamento desta matéria, não houve retorno.
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