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Nadador colombiano que atravessa rios do Pará responde a processo por crimes sexuais contra menor na Colômbia

Wilber Honorio Muñoz Burbano, conhecido como “Súper H”, foi preso em 2024 e responde às acusações em liberdade; processo ainda não teve decisão definitiva

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O nadador colombiano Wilber Honorio Muñoz Burbano, conhecido como “Súper H”, que atualmente realiza uma expedição pelos rios da Amazônia e passa pelo Pará, responde na Colômbia a um processo envolvendo acusações de crimes sexuais contra uma adolescente.

O caso ganhou repercussão na imprensa colombiana após a prisão de Muñoz Burbano, em maio de 2024. Conforme informações publicadas pelos jornais El Tiempo e La Nación, ele permaneceu preso preventivamente até abril de 2025 e passou a responder ao processo em liberdade.

Conhecido por realizar travessias de longa distância e por promover ações relacionadas à preservação ambiental, o colombiano está atualmente na expedição denominada “Amazonas a Pulmón”, que percorre diferentes trechos da bacia amazônica.

Registros publicados nas redes sociais acompanham o deslocamento do nadador pela região. Antes de chegar ao território brasileiro, uma das etapas divulgadas ocorreu pelo rio Ucayali, no Peru.

Segundo a imprensa colombiana, as investigações contra Muñoz Burbano tiveram início após denúncias relacionadas a uma adolescente que frequentava a escola esportiva dirigida por ele em Neiva, cidade do departamento de Huila.

A mãe da jovem procurou as autoridades e relatou supostas abordagens de natureza sexual que teriam ocorrido em circunstâncias relacionadas aos treinamentos, deslocamentos e demais atividades esportivas.

Durante audiência do julgamento, a mulher voltou a prestar depoimento e relatou ter encontrado conversas entre a filha e o treinador. Conforme o relato reproduzido pelo El Tiempo, ela teria preservado registros dessas mensagens antes de apresentar o caso às autoridades.

Muñoz Burbano foi preso em maio de 2024 e posteriormente participou de audiência na qual foram apresentadas formalmente as acusações. Na ocasião, um juiz determinou a manutenção da prisão preventiva.

De acordo com o El Tiempo, o colombiano não admitiu os crimes que lhe foram atribuídos.

A acusação apresentada pela Fiscalía da Colômbia atribui a Muñoz Burbano diferentes crimes de natureza sexual envolvendo menor de idade.

Entre as imputações divulgadas pela imprensa colombiana estão exploração sexual comercial de menor de 18 anos, acesso carnal violento agravado, ato sexual violento agravado, assédio sexual e acesso carnal abusivo.

A investigação reuniu elementos documentais, técnicos e médicos que passaram a integrar o processo apresentado pela acusação.

Após permanecer preso preventivamente, Muñoz Burbano deixou a prisão em abril de 2025 e passou a acompanhar o processo em liberdade.

O julgamento, no entanto, ainda não foi concluído. Novos depoimentos de testemunhas da acusação estão previstos no andamento da ação, e a Justiça colombiana espera a participação do acusado nas próximas etapas, presencialmente ou por meio virtual.

Antes do processo criminal, “Súper H” já possuía projeção na Colômbia pelas expedições realizadas em rios do país.

Uma das principais ocorreu em 2010, quando percorreu aproximadamente 1,5 mil quilômetros pelo rio Magdalena. A travessia durou 34 dias, entre San Agustín e Bocas de Ceniza, em Barranquilla, e passou por dezenas de municípios.

As expedições são associadas por Muñoz Burbano à defesa dos rios e à conscientização sobre questões ambientais.

Agora, o colombiano percorre a Amazônia em uma nova travessia internacional, que inclui passagem pelo território paraense enquanto o processo criminal segue em tramitação em seu país.

Até o momento, não há condenação definitiva de Muñoz Burbano pelas acusações mencionadas. Ele permanece na condição de acusado e responde ao processo perante a Justiça colombiana.

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