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Candidato ao Senado tinha R$ 4,4 milhões em bens, incluindo avião e imóveis, em 2022; em 2026, não informa patrimônio

Candidato do PDT informou à Justiça Eleitoral não ter patrimônio a declarar

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O candidato ao Senado pelo Pará Celso Sabino (PDT), ex-ministro do Turismo do governo Lula, não declarou bens à Justiça Eleitoral nas eleições de 2026. A informação contrasta com o registro apresentado pelo político em 2022, quando informou patrimônio total de R$ 4.417.074,97.

Há quatro anos, Sabino relacionou 28 bens, entre imóveis, veículos, aplicações financeiras, participações societárias e uma aeronave. Agora, no registro de sua candidatura ao Senado, atualizado em 6 de agosto, o campo destinado ao patrimônio apresenta a informação “Não há bens a declarar”.

Entre os itens de maior valor declarados em 2022 estavam um apartamento no bairro Batista Campos, em Belém, avaliado em R$ 1,14 milhão, e um bem imóvel em Benevides no valor de R$ 1 milhão.

A relação incluía ainda duas salas comerciais na Cremação, outro apartamento no Parque Verde e terrenos em Ananindeua.

Sabino também declarou dois veículos: uma Toyota SW4 2021/2021, avaliada em R$ 300 mil, e uma Toyota Hilux SW4 2016/2017, de R$ 225 mil. Outro item informado era uma aeronave Piper Cherokee Six, avaliada em R$ 300 mil.

Na área financeira, constavam aplicações, ações, depósitos bancários, fundos, consórcio e participações empresariais. Entre os valores estavam R$ 357,4 mil em aplicação de renda fixa na XP Investimentos, R$ 200 mil em cotas da Múltiplo Capital e R$ 131 mil em CDB do Banco do Brasil.

Disputa pelo Senado

Em 2026, Celso Sabino concorre ao Senado pelo PDT com o número 123. No registro apresentado, ele informa como ocupação a de servidor público estadual e aparece com a candidatura aguardando julgamento.

O limite legal de gastos da campanha no primeiro turno é de R$ 4.447.201,54. Esse valor corresponde ao teto permitido para despesas eleitorais e não representa patrimônio pessoal do candidato.

Sabino comandou o Ministério do Turismo no terceiro governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva antes de entrar na disputa eleitoral deste ano.

A declaração de 2026 não informa bens, enquanto a apresentada em 2022 somava R$ 4,4 milhões. A diferença entre os registros, contudo, não permite concluir que o candidato tenha perdido ou deixado de possuir patrimônio, mas apenas que, na atual candidatura, não há bens relacionados na declaração apresentada à Justiça Eleitoral.

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