A Polícia Civil de Roraima (PCRR) cumpriu, nas primeiras horas desta segunda-feira (3), um mandado de prisão preventiva contra o servidor público estadual identificado pelas iniciais E.M.B., de 48 anos. Ele é investigado pelos crimes de estupro de vulnerável e armazenamento de pornografia infantil, tendo como vítima a própria enteada, atualmente com 14 anos.
A prisão foi realizada por equipes da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), após trabalho de inteligência que localizou o investigado em uma residência no bairro Aracelis, em Boa Vista. Segundo a Polícia Civil, ele estava foragido da Justiça desde fevereiro deste ano.
De acordo com o delegado titular da DPCA, Matheus Rezende, as investigações começaram no fim de 2025, depois que a mãe da adolescente procurou a Polícia Civil para registrar um boletim de ocorrência. Conforme apurado no inquérito, a vítima teria sofrido violência sexual desde os 12 anos. Os abusos foram revelados pela adolescente na escola, o que motivou a comunicação do caso às autoridades.
Durante as investigações, a Polícia Civil cumpriu mandado de busca e apreensão na residência do investigado, recolhendo aparelhos eletrônicos para perícia. A análise técnica dos dispositivos, segundo a corporação, identificou o armazenamento de material contendo pornografia infantil, reforçando os elementos reunidos no inquérito.
Com base nas provas obtidas, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva do investigado, medida decretada pelo Juízo das Garantias da Vara de Crimes Contra Vulneráveis da Comarca de Boa Vista em fevereiro deste ano. No entanto, conforme a investigação, o suspeito deixou o endereço conhecido e passou a ser considerado foragido.
Após novos levantamentos de inteligência, policiais civis receberam informações sobre o paradeiro do investigado e realizaram um cerco tático em um quarteirão do bairro Aracelis, onde efetuaram a prisão sem registro de intercorrências.
Segundo o delegado Matheus Rezende, a localização do investigado foi resultado do trabalho contínuo de inteligência desenvolvido pela equipe da DPCA, mesmo após meses de buscas.
Após o cumprimento do mandado, o investigado foi conduzido à sede da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente, onde a prisão foi formalizada. Em seguida, passou por audiência de custódia, teve a prisão homologada pela Justiça e foi encaminhado ao Sistema Prisional.

