A pouco mais de dois meses das eleições de outubro, a disputa pelo Governo do Pará entra em sua fase mais decisiva com a governadora Hana Ghassan (MDB) chegando à reta final da campanha em posição confortável nas pesquisas de intenção de voto. Os levantamentos divulgados nos últimos meses mostram a emedebista consolidando a liderança e ganhando musculatura eleitoral, à medida que amplia sua vantagem sobre os principais adversários e fortalece o projeto de continuidade da atual gestão.
Desde o início do ano, diferentes institutos registraram oscilações no cenário eleitoral. Em março, pesquisa Real Time Big Data apontava um empate técnico entre Hana Ghassan e Dr. Daniel. No mês seguinte, levantamento Genial/Quaest também indicou equilíbrio entre os dois principais concorrentes, mantendo a eleição em aberto.
A partir de maio, no entanto, os levantamentos passaram a mostrar uma mudança no quadro eleitoral. Pesquisas do Instituto Doxa colocaram Hana Ghassan numericamente à frente, indicando uma virada na disputa e o fortalecimento de sua candidatura. Em junho, novo levantamento do mesmo instituto manteve a emedebista na liderança do cenário estimulado.
Na pesquisa mais recente divulgada durante a campanha, realizada pela Genial/Quaest, Hana Ghassan aparece com 24% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto Dr. Daniel registra 20%. Apesar da vantagem, os números mostram que a disputa permanece competitiva e que um eventual segundo turno segue como possibilidade. Nesse cenário, a pesquisa aponta empate técnico entre os dois candidatos.
Além da liderança nas pesquisas, Hana Ghassan chega à eleição impulsionada pela continuidade da gestão iniciada pelo ex-governador Helder Barbalho, de quem foi vice-governadora antes de assumir o comando do Executivo estadual. Durante a campanha, a candidata concentrou o discurso na continuidade de programas de infraestrutura, saúde, educação e inclusão social implementados nos últimos anos.
Embora os levantamentos indiquem vantagem para Hana Ghassan, especialistas costumam ressaltar que pesquisas eleitorais representam um retrato do momento em que são realizadas e não constituem previsão do resultado das urnas.

